Comissões do Senado escolhem novos presidentes até janeiro de 2.023; ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, presidirá a comissão do Meio Ambiente
Alcolumbre, que já foi cotado pelo próprio presidente Bolsonaro para um posto nos Ministérios comandará a CCJ; os alagoanos Fernando Collor e Rodrigo Cunha presidirão a comissão de Desenvolvimento Regional e Ciência e tecnologia
( Publicada originalmente às 13h 30 do dia 24/02/2021)
(Brasília-DF, 25/02/2021) As comissões do Senado escolheram nesta quarta-feira, 24, os seus novos presidentes até 31 de janeiro de 2.023. Abaixo, a Política Real mostra o novo mapeamento do comando político dos colegiados responsáveis pela deliberação de matérias antes da votação no plenário daquela Casa. O ex-governador da Bahia, senador Jaques Wagner (PT) presidirá a comissão do Meio Ambiente.
Já o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que já foi cotado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ocupar um posto na Esplanada dos Ministérios comandará a Comissão de Constiruição e Justiça (CCJ). Os senadores alagoanos Fernando Collor (PROS) e Rodrigo Cunha (PSDB) foram eleitos presidentes das comissões de Desenvolvimento Regional (CDR) e Ciência e Tecnologia (CCT). A Comissão de Agricultura será comandada pelo senador Acyr Gurgacz (PDT-RO).
"Não existe desenvolvimento integral se você não combinar as três pernas de sustentabilidade: econômico, ambiental e social. Não vejo por que se estabelecer no Brasil, como vem acontecendo infelizmente nos últimos dois anos, a tentativa, que é própria daqueles que não querem aprofundar os temas, de estabelecer uma dicotomia entre preservação e desenvolvimento com inclusão social. Não existe essa dicotomia. Essa dicotomia é feita por aqueles quer querem simplesmente criar uma fake news e dizer que só é possível gerar emprego e crescer fazendo desmatamento e queimada. São falsas dicotomias criadas por um pensamento raso que não quer encarar a realidade", falou Wagner após ser eleito do colegiado que até então era presidido pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES).
"Em 2021 o enfrentamento do vírus e de suas consequências continuará a merecer nossa atenção, mas precisamos retomar o debate de questões estratégicas, que permanecem sem a solução adequada. As desigualdades regionais são um exemplo claro e se manifestam nos mais diversos setores da infraestrutura econômica, saneamento básico, passando por acesso à saúde e educação de qualidade e inúmeros outros temas. A redução das desigualdades regionais e a promoção do desenvolvimento humano precisam estar na pauta das reformas estruturais, tão necessárias para o país avançar. O pacto federativo e a reforma tributária são excelentes oportunidades para criar instrumentos que permitam a todos os brasileiros desfrutarem de padrão semelhante de prosperidade e de qualidade de vida", pronunciou o ex-presidente da República escolhido dirigente da CDR.
"Estamos completando um ano desde o início da pandemia, o que impôs enormes sacrifícios à população. O coronavírus já tirou a vida de mais de 248 mil brasileiros. Nosso foco tem que ser vacinação, pesquisa, tecnologia e inovação para reduzirmos as mortes, buscarmos tratamentos eficazes e retomarmos os empregos", complementou o tucano Rodrigo Cunha após ser escolhido presidente da CCT.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)