31 de julho de 2025

Nordeste e Mudanças Climáticas. Comissâo Mista foi ao Ceará, hoje; Cid Gomes alerta para falta de preservação nos três biomas do CE.

A Política Real teve acesso.

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Brasília-DF, 28/09/2007) A Política Real está atenta. O governador do Estado do Ceará, Cid Gomes, ao se pronunciar na manhã desta sexta-feira ,28,, na Assembléia Legislativa do Estado, durante a audiência pública sobre a desertificação, destacou alguns problemas dos três biomas naturais do Ceará: litoral, caatinga e a mata atlântica. Ele comentou ainda sobre a importância da transposição do São Francisco e o potencial de energia eólica do Estado.

Segundo o governador do Estado, no Ceará os três grandes biomas naturais estão ameaçados na sua preservação ambiental. “O litoral está ameaçado pela iniciativa predatória de empreendimentos turísticos, que não têm uma maior sensibilidade em preservar o meio-ambiente”, comentou, acrescentando que está havendo, também, uma invasão em nossos mangues.

Conforme ele, a mata atlântica, com suas serras e chapadas, está “absolutamente devastada”. Cid Gomes citou como exemplos a devastação no Maciço do Baturité e na Chapada da Diamantina, “com muitas áreas sendo invadidas”, denunciou. Já o bioma da caatinga, segundo Cid Gomes, enfrenta a desertificação e as queimadas, “esta última praticada bem antes dos portugueses chegarem aqui, pelos índios”, avaliou, acrescentando que em municípios na região dos Inhamuns e em municípios como Irauçuba, a situção é bem preocupante.

“Temos grandes desafios a enfrentar. Vale ressaltar que o Governo do Estado tem pensado em políticas de preservação não de forma isolada, em uma secretaria. Tanto que foi criado o Conselho de Gestão de Políticas ligadas ao Meio Ambiente”, comentou, acrescentando que a participação da iniciativa privada é fundamental nesse processo. “Não podemos ter uma postura de antagonismo e não envolver a iniciativa privada”, observou.

Cid Gomes ressaltou, ainda, que a transposição das águas do rio São Franscisco vai melhorar a situação da falta de água em nosso Estado. “É um tema polêmico, alguns estados como Bahia e Sergipe se posicionaram contra, mas o fato é que o projeto de transposição vai beneficiar, num horizonte de 30 anos, 12 milhões de nordestinos, um público que está em cidades metropolitanas como Mossoró, Campina Grande, Caruaru, Salgueiro, e na Região Metropolitana de Fortaleza”, completou.

Ele destacou, ainda, a importância de se investir em energia eólica. “O Ceará e o Rio Grande do Norte são os estados do Nordeste que têm o maior potencial de energia eólica, uma energia limpa, saudável, que pode ser bem explorada e trazer indústria para cá”, disse, ressaltando que o Ceará já tem 500 megawatts de energia eólica por ano licitados e garantidos. “Isso atrairia mais indústria, estamos importando torres e geradores da Índia, quando aqui mesmo poderia ter uma indústria”, explicou.

Segundo ele, uma indústria de energia eólica geraria empregos e renda para a população local. “Mas para que isso aconteça, o Governo Federal precisa se comprometer em investir na energia eólica”, observou. Ele disse que “o Ceará deseja que a União encampe a idéia de definir um calendário para produzir alternativas de energia no Estado, com enfoque na energia eólica”, finalizou.

( da redação com informações de assessoria)