Nordeste e Indicadores Sociais. A região é a segunda em idosos ocupados ; Mais de 80% dos idosos com 65 anos ou mais recebem benefícios da Previdência; Nordeste é a terceira em divórcios.
A Política Real teve acesso.
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( Brasília-DF, 28/09/2007) A Política Real teve acesso. O envelhecimento da população brasileira exige atenção tanto do Estado, em relação às questões previdenciárias e de saúde pública, como das famílias, que terão que assumir os cuidados com o bem-estar dessas pessoas. Dos 19 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, 14,6 milhões (76,6%) eram beneficiárias da Previdência. Quando considerados os idosos de 65 anos ou mais, esse percentual eleva-se para 84,6%. Nos locais com maior concentração de pessoas nessa faixa de idade, as questões relativas ao envelhecimento tornam-se mais prioritárias, como por exemplo em São Paulo (4,4 milhões de idosos), Minas Gerais (2,1 milhões) e Rio de Janeiro (2,1 milhões), que concentravam, em 2006, 45% das pessoas de 60 anos ou mais. O Rio de Janeiro apresentava a maior proporção de idosos (14%) em relação ao total da sua população, e se destacava, também, por haver 66 homens para cada 100 mulheres, neste grupo etário.
Os idosos com 60 anos ou mais que trabalhavam eram 5,9 milhões (30,9%). Entre eles, 3,6 milhões estavam aposentados e trabalhavam. Na faixa etária de 70 anos ou mais, os percentuais de idosos ocupados eram significativos (18,4% no Brasil), especialmente no Sul (25,1%) e Nordeste (21,9%). A principal categoria entre os idosos é o trabalho por conta própria (40%), especialmente no Norte e Nordeste, onde esse percentual ultrapassou 45%. O trabalho para consumo próprio (agricultura de subsistência) era realizado por 21,5% dos idosos, com destaque para o Sul (33,2%). Os empregadores eram 7% dos idosos com 60 anos ou mais.
Idosos brancos vivem mais que idosos pretos ou pardos - Viviam na pobreza (rendimento de até ½ salário mínimo) aproximadamente 2,4 milhões (12,4%) de idosos no país. A pobreza era maior, em 2006, entre os idosos do Nordeste, onde 23,5% recebiam renda de até ½ salário mínimo. A Síntese revelou que a maior parte dos idosos (44,5%) mora com os filhos, no entanto a proporção de idosos que moram sozinhos cresceu de 11,1%, em 1996, para 13,2%, em 2006.
A Síntese de Indicadores Sociais observou uma menor proporção de idosos que se auto-declararam pretos e pardos (41,6%) em relação aos brancos (57,2%). Entre as pessoas de cor branca, 11,7% ultrapassaram os 60 anos, enquanto entre os pretos e pardos, esse percentual cai para 8,6%, refletindo as condições de vida mais precárias das populações preta e parda comparativamente às da branca, do ponto de vista socioeconômico, especialmente, com relação às mais elevadas taxas de mortalidade em diversos grupos etários e também no nível educacional mais baixo.
Homens idosos casam-se mais que as mulheres da mesma faixa etária - A Síntese de Indicadores Sociais apresenta alguns cruzamentos a partir das Estatísticas do Registro Civil de 2005, quando, por exemplo, o total de casamentos realizados no Brasil foi de 835.846, 3,6% superior ao total de 2004. Ainda em 2005, verificou-se que, entre as mulheres, a maior taxa de nupcialidade legal , ocorreu no grupo etário de 20 a 24 anos de idade (29,8‰). Os homens tiveram taxa mais elevada no grupo cujas idades estão compreendidas entre 25 e 29 anos (31,3‰). As taxas de nupcialidade legal das mulheres são maiores apenas nos dois grupos etários mais jovens (15 a 19 anos e 20 a 24 anos). Nos demais, as taxas observadas para os homens são, sistematicamente, maiores que as das mulheres. Entre os indivíduos de 60 anos ou mais, as taxas de nupcialidade legal são de 3,3‰, para os homens, e de 0,8‰, para as mulheres, ou seja, os homens idosos casam-se mais que as mulheres da mesma faixa etária.
As dissoluções dos casamentos no Brasil por meio de separações judiciais, em 2005, tiveram um incremento de 7,4%, em comparação ao ano de 2004, retomando uma trajetória de crescimento gradativo. Dentre as separações judiciais concedidas, em 2005, a maior parte delas foi de natureza consensual (76,9%) para o conjunto do País. Entretanto, em relação as separações judiciais não-consensuais, 45% delas foram resultantes de conduta desonrosa ou grave violação do casamento requeridas pela mulher. Com o mesmo fundamento da ação, 13,3% das separações não-consensuais foram requeridas pelo homem. Outros 40% das separações não-consensuais concedidas, em 2005, tiveram como fundamento da ação a separação de fato do casal.
Os divórcios concedidos no País, em 2005, quando comparados com o ano anterior, tiveram, na Região Norte, crescimento de 17,8% e, na Sudeste, a maior elevação, 21,8%. Nas Regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, os percentuais de crescimento ficaram abaixo da média nacional, respectivamente, 15%, 5,8% e 2,9%. Também, nas estatísticas sobre divórcios, a hegemonia das mulheres na guarda dos filhos menores. Em 89,5% dos divórcios concedidos no Brasil, a responsabilidade pelos filhos foi concedida às mulheres. O patamar mínimo observado foi de 80,6%, no Acre, e a maior proporção ocorreu no Rio de Janeiro (94,8%).
( da redação com informações de assessoria)
Os idosos com 60 anos ou mais que trabalhavam eram 5,9 milhões (30,9%). Entre eles, 3,6 milhões estavam aposentados e trabalhavam. Na faixa etária de 70 anos ou mais, os percentuais de idosos ocupados eram significativos (18,4% no Brasil), especialmente no Sul (25,1%) e Nordeste (21,9%). A principal categoria entre os idosos é o trabalho por conta própria (40%), especialmente no Norte e Nordeste, onde esse percentual ultrapassou 45%. O trabalho para consumo próprio (agricultura de subsistência) era realizado por 21,5% dos idosos, com destaque para o Sul (33,2%). Os empregadores eram 7% dos idosos com 60 anos ou mais.
Idosos brancos vivem mais que idosos pretos ou pardos - Viviam na pobreza (rendimento de até ½ salário mínimo) aproximadamente 2,4 milhões (12,4%) de idosos no país. A pobreza era maior, em 2006, entre os idosos do Nordeste, onde 23,5% recebiam renda de até ½ salário mínimo. A Síntese revelou que a maior parte dos idosos (44,5%) mora com os filhos, no entanto a proporção de idosos que moram sozinhos cresceu de 11,1%, em 1996, para 13,2%, em 2006.
A Síntese de Indicadores Sociais observou uma menor proporção de idosos que se auto-declararam pretos e pardos (41,6%) em relação aos brancos (57,2%). Entre as pessoas de cor branca, 11,7% ultrapassaram os 60 anos, enquanto entre os pretos e pardos, esse percentual cai para 8,6%, refletindo as condições de vida mais precárias das populações preta e parda comparativamente às da branca, do ponto de vista socioeconômico, especialmente, com relação às mais elevadas taxas de mortalidade em diversos grupos etários e também no nível educacional mais baixo.
Homens idosos casam-se mais que as mulheres da mesma faixa etária - A Síntese de Indicadores Sociais apresenta alguns cruzamentos a partir das Estatísticas do Registro Civil de 2005, quando, por exemplo, o total de casamentos realizados no Brasil foi de 835.846, 3,6% superior ao total de 2004. Ainda em 2005, verificou-se que, entre as mulheres, a maior taxa de nupcialidade legal , ocorreu no grupo etário de 20 a 24 anos de idade (29,8‰). Os homens tiveram taxa mais elevada no grupo cujas idades estão compreendidas entre 25 e 29 anos (31,3‰). As taxas de nupcialidade legal das mulheres são maiores apenas nos dois grupos etários mais jovens (15 a 19 anos e 20 a 24 anos). Nos demais, as taxas observadas para os homens são, sistematicamente, maiores que as das mulheres. Entre os indivíduos de 60 anos ou mais, as taxas de nupcialidade legal são de 3,3‰, para os homens, e de 0,8‰, para as mulheres, ou seja, os homens idosos casam-se mais que as mulheres da mesma faixa etária.
As dissoluções dos casamentos no Brasil por meio de separações judiciais, em 2005, tiveram um incremento de 7,4%, em comparação ao ano de 2004, retomando uma trajetória de crescimento gradativo. Dentre as separações judiciais concedidas, em 2005, a maior parte delas foi de natureza consensual (76,9%) para o conjunto do País. Entretanto, em relação as separações judiciais não-consensuais, 45% delas foram resultantes de conduta desonrosa ou grave violação do casamento requeridas pela mulher. Com o mesmo fundamento da ação, 13,3% das separações não-consensuais foram requeridas pelo homem. Outros 40% das separações não-consensuais concedidas, em 2005, tiveram como fundamento da ação a separação de fato do casal.
Os divórcios concedidos no País, em 2005, quando comparados com o ano anterior, tiveram, na Região Norte, crescimento de 17,8% e, na Sudeste, a maior elevação, 21,8%. Nas Regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, os percentuais de crescimento ficaram abaixo da média nacional, respectivamente, 15%, 5,8% e 2,9%. Também, nas estatísticas sobre divórcios, a hegemonia das mulheres na guarda dos filhos menores. Em 89,5% dos divórcios concedidos no Brasil, a responsabilidade pelos filhos foi concedida às mulheres. O patamar mínimo observado foi de 80,6%, no Acre, e a maior proporção ocorreu no Rio de Janeiro (94,8%).
( da redação com informações de assessoria)