Nordeste e Indicadores Sociais. Ricos do Nordeste estudam dois anos menos que os ricos do Sudeste; Alfabetização de adultos e supletivos atendem cerca de 2,5 milhões de pessoas.
A Política Real teve acesso.
( Brasília-DF, 28/09/2007) A Política Real teve acesso. No Brasil, o analfabetismo atinge 14,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais e está concentrado nas camadas mais pobres, nas áreas rurais, especialmente do Nordeste, entre os mais idosos, de cor preta e parda. Por outro lado, é importante notar que, entre 1996 e 2006, o percentual de jovens de 15 a 24 anos analfabetos reduziu-se bastante, chegando a 5,8%. Os números do Nordeste são reveladores. Os ricos do Nordeste estudam em média dois anos menos que os ricos do Sudeste.
Os cursos de alfabetização e de educação de jovens e adultos (supletivos fundamental e médio) atenderam, em 2006, cerca de 2,5 milhões de pessoas com idade superior a 15 anos, das quais aproximadamente 40% residiam no Sudeste. A maior freqüência é no supletivo fundamental (35,8%), seguida pelo supletivo do ensino médio (33,3%) e, por último, pela alfabetização de adultos (30,9%). Apenas 6,6% tinham idade superior a 60 anos. As pessoas de cor preta e parda estavam sobre-representadas (59,5%), em relação às de cor branca (39,9%) - na distribuição da população como um todo, os brancos somam quase 50%, e os pretos e pardos, 49%.
Ao mesmo tempo, embora ainda seja baixa, a média de anos de estudo da população vem melhorando ano a ano. De 1996 para 2006, essa média passou de 5,7 para 7,2 anos de estudo para as pessoas com 15 anos ou mais de idade, o que representa um aumento de apenas 1,5 ano no período.
Considerando os diferentes segmentos etários, porém, percebe-se uma nítida melhora. A média de anos de estudo para as crianças de 11 anos de idade era 3,4 em 2006, frente a 2,6 anos em 1996 – nessa idade, a criança nessa deveria estar com 4 anos de estudo concluídos.
Já no caso dos jovens de 15 anos de idade, que deveriam ter 8 anos de estudo completos, a média era de 6,5 anos de estudo em 2006, contrastando com 5,2 anos em 1996. A média em torno de 8,5 anos de estudo, que representaria a conclusão das primeiras oito séries do ensino fundamental, só era alcançada em 1996 pela população de 18 anos – em 2006.
Em 2006, a média de anos de estudo subia gradativamente até a faixa etária de 20 a 24 anos, quando alcança o valor máximo, de 9,1 anos de estudo. Já no grupo entre 25 a 59 anos de idade, a média voltava a cair (7,4 anos) e entre a população de 60 anos ou mais, era de 3,8 anos de estudo. Na faixa etária de 10 a 16 anos, os moradores do Sul tinham a maior média de anos de estudo; de 17 anos de idade em diante, o Sudeste tinha as médias mais elevadas.
Constatava-se uma média maior de anos de estudo para as pessoas situadas entre os 20% mais ricos na distribuição de renda do país. Enquanto no primeiro quinto (os 20% mais pobres), a média era de 3,9 anos de estudo; para o quinto superior, era de 10,2 anos. No Nordeste, a média de anos de estudo para as pessoas no primeiro quinto era de apenas 2,9 anos, contra 5,0 no Sudeste. Entre os 20% mais ricos no Nordeste, a média era de 8,1 anos, contra 10,8 anos para a mesma faixa no Sudeste.
( da redação com infomações de assessoria)