Eleições Municipais
Líder evangélico quer ser candidato em Fortaleza; apesar de unidos, tendência dos evangélicos é agir com vice-líderes.
(Brasília-DF,1º/03/2004) Desde a saída do deputado Carlos Rodrigues(PL-RJ), o então conhecido Bispo Rodrigues, expulso da Universal do Reino de Deus logo após o caso Waldomiro - os evangélicos não escolheram qual o seu líder na Câmara Federal. O deputado Pastor Ribeiro(PMDB-CE), líder da bancada da Assembléia de Deus e vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, disse à Politicareal que a tendência é que a bancada fique unida mas prefira manter autonomia de seus vice-líderes. Pela avaliação do deputado que deseja ser candidato à prefeitura de Fortaleza nas próximas eleições batendo chapa contra pesos pesados da política locas tidos como profissionais, os deputados Inácio Arruda(PC do B) e Moroni Torgan(PFL) - tudo indica que os movimentos da bancada serão medidos pela ação da Frente e não mais de uma liderança única fora do comando da Frente. Ribeiro é o líder de uma bancada de 22 deputados federais, na prática o único que teria uma liderança de 22 deputados federais no Nordeste, ou fora dele, é o ainda todo-poderoso líder baiano senador Antonio Carlos Magalhães. Ribeiro é o capelão geral dos cultos evangélicos da bancada evangélica na Câmara. Segundo Ribeiro respondendo a uma provocação da agência disse que apesar de tudo é mais fácil, hoje, o Brasil eleger um candidato evangélico à Presidência da República que um negro, lembrando o ex-governador Anthony Gartoinho. “ Somos organizados”, garante o pastor.
O parlamentar reconhece que sua vontade de ser escolhido candidato do PMDB, o partido que está a 16 anos no poder da capital cearense, tem que vencer alguns obstáculos grandes, como o fato de ser evangélico e de ser novo no partido – ele se elegeu pelo PTB, para seu primeiro mandato de deputado federal, apesar de ter sido eleito vereador quando Juraci Magalhães, o atual prefeito que cumpre seu terceiro mandato, foi eleito vice na chapa do hoje ministro Ciro Gomes , como prefeito de Fortaleza. “ O PMDB me conhece desde então. Eles sabem que faria um governo de entendimento. Sou homem de conciliação”, lembrando – logo após ser cumprimentado por um deputado da Universal que demonstrava pouco conhecimento da Casa, no cafezinhao da Câmara – que mesmo sendo capelão dos evangélicos nos cultos de todas às quartas sempre abria espaço para todos. Ribeiro garantiu a Politicareal que o ex-governador Garotinho gostaria de sua candidatura e que tem a seu favor “ 290 mil evangélicos” , que seriam sua grande família(sic).
DOBRAR DE TAMANHO – A curiosidade sobre o rumo do comando evangélico é grande em Brasília, mas tudo leva a crer essa curiosidade tem tudo para continuar intensa. Ribeiro reconheceu que a Assembléia de Deus acordou tarde e que deve ir além da questão pastoral, evoluindo na social. Ele disse que dois movimentos mobilizam a maior comunidade evangélica brasileira, hoje: uma seria o “ Cidadania AD Brasil”, de mobilização política e o “ Ler é viver” , de apoio social. O primeiro nascido em 2.002 tinha a intenção de eleger 27 deputados federais e deputados estaduais pelo Brasil afora. Na primeira eleição eles conseguiram eleger 22 federais e muitos estaduais, que ele não soube precisar. Na questão social, o “Ler é viver” já existia, antes, e quer ajudar a acabar com o analfabetismo - conta com convênios e parcerias com o Governo Federal. “ Nossa intenção, em 2.006, é dobrar nossa presença na Câmara”. Desse jeito Ribeiro e seu rebanho vai longe.
( por Genésio Araújo Junior)