Alagoas
CCJ aprova audiência para discutir segurança das urnas eletrônicas; Laudo proferido pelo ITA aponta falhas nas urnas de Alagoas nas últimas eleições.
(Brasília-DF, 01/03/2007) A CCJ aprovou nesta manhã um requerimento do deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) para realização de uma audiência sobre a segurança no uso das urnas eletrônicas. O pedido foi motivado pela divulgação de um laudo na imprensa que informava que 35 % das urnas utilizadas na eleições de Alagoas em 2006 apresentavam arquivos de controle incompletos ou corrompidos já na sua geração.
O requerimento não foi muito bem aceito pelo PSDB, que elegeu Teotônio Vilela Filho para governador do estado nas últimas eleições. O deputado Jutahy Junior (PSDB-BA) alegou que essa questão é regional portanto deve ser discutida e analisada pelo estado. O líder do PSDB tem medo da transparência, criticou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
Não estamos discutindo apenas Alagoas, mas um tema de importância para o processo eleitoral nacional, alegou Benedito de Lira (PP-AL). O deputado explicou que a discussão com técnicos pode trazer esclarecimentos sobre a possibilidade real de haver fraudes das urnas eletrônicas. O deputado Ricardo Barros (PP-PR) se colocou contra a questão afirmando que a discussão pode colocar em dúvida um patrimônio nacional que é a urna eletrônica.
O deputado Magela (PT-DF) acatou a decisão de realizar a audiência alegando que já recebera um laudo parecido sobre as eleições do DF ocorridas em 2002. O petista João Paulo Cunha (SP) sugeriu que se fizesse a audiência mas sem tratar casos isolados. Podemos aprovar um requerimento geral, para discutir a segurança nas urnas sem especificar casos.
Após uma hora de debate foi aprovado o requerimento para ouvir Clóvis Torres Fernandes, professor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), que proferiu o laudo das urnas de Alagoas. Também serão ouvidos o presidente da Comissão de Informática da OAB, Alexandre Ateniense, e o secretário de Tecnologia e Informática do TSE, Giuseppe Dutra. A data da audiência ainda não foi estipulada.
(por Liana Gesteira)