31 de julho de 2025

Nordeste e Cesta Básica.

Variações anuais: Confira os destaques nordestinos de aumentos e baixas no últimos 12 meses.

Publicado em

 

 

( Brasília-DF, 06/03/2007) Quando se considera o período de 12 meses, verifica-se que 10 itens encareceram na maioria das cidades. Os principais destaques, porém, ficam com o tomate e óleo de soja, cujos preços aumentaram em todas as 16 localidades pesquisadas.

 

No caso do tomate, as taxas foram extraordinariamente elevadas, variando entre 48,85%, em Belém, a 231,82%, em Recife. Em oito localidades, a elevação superou 100,0%. Estas altas foram impulsionadas pelas intensas e generalizadas chuvas dos últimos três meses, que prejudicaram a produção. A estabilidade climática prevista para o próximo período deve contribuir para a queda nos preços

 

O óleo de soja registrou, em um ano, variações entre 8,57%, apurada em Goiânia, e 32,93%, captada em Fortaleza. A colheita da soja também foi prejudicada pelas chuvas, pois a forte umidade favorece o aparecimento de pragas. Além disso, houve aquecimento da demanda internacional, que também contribuiu para a alta da soja e de seu derivado, o óleo.

 

A carne – apesar do comportamento de queda em fevereiro – estava, no último mês, com preços mais elevados que há um ano, em 15 capitais. As principais elevações ocorreram em Porto Alegre (18,43%) e Fortaleza (10,58%) e a única retração verificou-se em Natal (-0,43%). No ano passado, o preço da carne ficou estagnado devido às restrições à importação impostas por muitos países em função de focos de febre aftosa.

 

Com a suspensão destas restrições, e conseqüente retomada das exportações brasileiras, o preço da carne voltou a crescer, o que se torna visível na comparação anual. Arroz , pão e café tiveram alta em 14 capitais em um ano. Para o arroz, os maiores aumentos foram apurados em Belém (41,48%), Belo Horizonte (28,69%) e Curitiba (24,06%). Houve queda em Goiânia (-2,76%) e Aracaju (-5,56%). Apesar desta predominância de alta, o produto está em período de colheita, o que já começou a resultar em redução de preço, tanto que em fevereiro, houve queda em nove cidades. Os aumentos apurados no preço do pão – os principais ocorreram em Goiânia (13,22%), Florianópolis (12,90%) e Belém (11,88%) – resultaram da quebra na safra brasileira, que forçou a volta da importação em volume acima de 60. Observou-se barateamento em João Pessoa (-0,89%) e Fortaleza (-2,93%).

 

A alta no café resulta da pressão do mercado mundial, em função de estoques relativamente reduzidos. Os maiores aumentos anuais ocorreram em Fortaleza (29,08%), Vitória (26,01%), Curitiba (24,02%) e Florianópolis (21,39%). As reduções foram verificadas em Belém (-3,35%) e Goiânia (-7,71%). Entre os produtos para os quais predominou a redução de preço na maioria das capitais, no período de 12 meses, estão o feijão e a batata.

 

O preço de feijão, com a safra em término de colheita, teve queda nas 16 cidades, destacando-se Vitória (-41,50%), Brasília (-39,19%), Rio de Janeiro (-38,25%) e Porto Alegre (-35,46%). A batata, pesquisada nas nove capitais do Centro-Sul, apresentouretração em todas elas, com taxas que variaram de -40,31%, em São Paulo, a -60,41%, no Rio de Janeiro.

 

( da redação com informações de assessoria)