Nordeste e Carga Tributária.
Carga tributária atinge 38,8 por cento em 2006; Avaliação do IBPT se baseia nos índices do PIB divulgados hoje de manhã pelo IBGE Estados estão arrecadando mais, proprocionalmente, que a União.
( Brasília-DF, 28/02/2007) A Política Real teve acesso. Segundo o IBPT, Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, os estados são os que vêm evoluindo mais na arrecadação de tributos, mais que o IR, INSS e Confins, o maior tributo de arrecadação federal não compartilhado – normalmente, considerada a entidade federal que mais cobra e arrecada, a União fica atrás dos Estados. Chama atenção a inexpressividade da arrecadação dos tributos municipais. A pesquisa não avaliou como seria essa arrecadação de tributos federais no Nordeste.
Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro cresceu 2,9% em 2006, totalizando, segundo projeções do IBPT, R$ 2.100.946 milhões (R$ 2,10 trilhão). Desta forma, a estimativa preliminar é de que a carga tributária brasileira em relação a este índice atingiu 38,80%, representando um crescimento de 0,98 ponto percentual em relação a 2005, quando alcançou 37,82%.
O total da arrecadação tributária nos três níveis foi de R$ 815,07 bilhões (em 2005 R$ 732,87 bi), sendo R$ 569,78 bilhões (em 2005 R$ 514,42 bi) de tributos federais, R$ 201,69 bilhões (em 2005 R$ 187,87 bi) de tributos estaduais e R$ 33,59 bilhões (em 2005 R$ 30,57 bi) de tributos municipais.
Em relação ao PIB, os tributos federais representam 27,12% (em 2005 = 26,55%), os estaduais 10,08% (em 2005 = 9,70%) e os municipais 1,60% (em 2005 = 1,58%). Do total da arrecadação tributária, os tributos federais são responsáveis por 69,91% (em 2005 = 70,19%), os estaduais por 25,97 (em 2005 = 25,64) e os municipais por 4,12 (em 2005 = 4,17).
O crescimento nominal da arrecadação tributária foi de R$ 82,20 bi (R$ 55,36 bi de tributos federais, R$ 23,82 bi de tributos estaduais e R$ 3,02 bi de tributos municipais), enquanto que o crescimento real (excluída a inflação medida pelo IPCA) foi de R$ 60,21 bilhões em 2006.
O crescimento da arrecadação tributária em relação ao PIB foi de R$ 22,69 bilhões.
Crescimento foi de 0,98 ponto percentual em relação ao ano anterior
Carga Tributária se eleva em 2,96 pontos percentuais no primeiro Governo Lula
No primeiro Governo FHC carga cresceu 0,72 ponto percentual
No segundo Governo FHC carga se elevou em 6,51 pontos percentuais
No governo Itamar Franco carga cresceu 4 pontos percentuais
No governo Collor carga se elevou 3,22 pontos percentuais De 1989 a 2006 a carga tributária aumentou 18,79 pontos percentuais, praticamente dobrando neste período
Crescimento nominal da arrecadação tributária em 2006 foi de R$ 82,20 bilhões
Crescimento real (descontada a inflação do IPCA) foi de R$ 60,21 bilhões ou 7,8%
Os tributos que tiveram as maiores arrecadações nominais foram o ICMS (R$ 171,45 bi), seguido do Imposto de Renda (R$ 137,24 bi), do INSS (R$ 133,02 bi) e da COFINS (R$ 92,24 bi)
A carga tributária “per capita” passou de R$ 3.987,46 em 2005, para R$ 4.434,68 em 2006, aumentando R$ 447,23 por brasileiro
A carga tributária “per capita” cresceu 8% em termos reais (já descontada a inflação medida pelo IPCA)
Por dia a arrecadação tributária foi de R$ 2,23 bilhões
Por segundo, a arrecadação tributária foi de R$ 25.845,55
A União arrecada 69,91% do total, os Estados 25,97% e os Municípios 4,12% Tributos sobre a produção de bens e serviços (que se transfere pra o consumo) respondem por 49% de toda a arrecadação tributária
Tributos sobre os salários são responsáveis por 27% da arrecadação total
Tributos sobre capitais e outras rendas arrecadam 16% do total
Tributos sobre o patrimônio correspondem a 3% do total
Tributos sobre o comércio exterior e outras contribuições somam 5% do total
( da redação com informações de assessoria)