Bahia.
Senador Antonio Carlos Magalhães(PFL-BA) diz que Congresso precisaria referendar transposição do São Francisco.
(Brasília-DF,04/10/2005) O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) protestou nesta terça-feira contra o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, dizendo que o Congresso precisa autorizá-la. Ele também se solidarizou com o bispo dom Luiz Flávio Cappio, da diocese de Barra, na Bahia. O bispo está em Cabrobó, em Pernambuco, onde faz greve de fome contra o projeto há nove dias.
- Cabe ao presidente impedir a morte de um bispo e de um rio - sustentou Antônio Carlos.
O senador argumentou que a transposição do Rio São Francisco precisa ser autorizada pelo Congresso Nacional, tendo em vista que, segundo ele, um dos pontos em que será captada a água do rio localiza-se a cem metros de uma reserva indígena. De acordo com a Constituição, no artigo 49, é competência exclusiva do Congresso "autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais".
Para Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) a obra de transposição é inútil e dispendiosa, servindo para beneficiar apenas aos empreiteiros "que depois beneficiarão os aliados do governo com doações de campanha". Ele apontou também a necessidade de revitalizar o rio e alertou para a possibilidade de uma crise energética devido à queda da vazão de suas águas. O senador afirmou que as hidrelétricas que utilizam as águas do Rio São Francisco estão funcionando com sua capacidade mínima.