Levantamento feito pela Febraban informa que uso de cheque por brasileiros cai 18% em 2025 e 97% desde 1995; mesmo com o uso de meios digitais o meio persiste
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(Brasília-DF, 02/04/2026). Nesta quinta-feira, 02 de abril, a Febraban( Federação Brasileira de Bancos) divulgou um levantamento sobre o uso de cheques no Brasil. Mesmo com todos os recursos hoje disponíveis para algum tipo de transferência como meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix em 2020.
Levantamento mostra que os brasileiros usaram 112,5 milhões de cheques no ano passado. Entretanto, as estatísticas revelam que o número de documentos compensados no país cai ano a ano- houve redução de 18,2% de 2024 para o ano anterior.
Na comparação com 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques, a queda foi significativa, de 96,62%.
O levantamento tem como base a Compe - Serviço de Compensação de Cheques. Em 2025, o total do volume financeiro dos cheques somou R$ 472,7 bilhões, queda de 9,64% ante o ano anterior.
Os números também mostram que o valor médio do cheque é mais alto, o que significa que a população está usando este meio de pagamento para transações de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix, complementa o diretor. No ano passado, o tíquete médio do documento aumentou e foi de R$ 4.199,77 ante R$ 3.800,67 de 2024.
“A queda consistente no uso do cheque reflete a consolidação dos meios digitais no dia a dia do brasileiro, especialmente com o avanço do Pix. Ao mesmo tempo, o tíquete médio mais elevado mostra que o cheque segue sendo utilizado, principalmente, em transações de maior valor e em contextos específicos em que ainda fazem sentido para o cliente, como, por exemplo, a utilização como caução para uma compra”, analisa Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.
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Estatísticas de cheques no Brasil |
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Ano |
Compensados |
Variação de |
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1995 |
3.334.224.724 |
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1996 |
3.158.118.845 |
-5,28% |
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1997 |
2.943.837.133 |
-11,71% |
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1998 |
2.748.906.075 |
-17,55% |
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1999 |
2.602.863.723 |
-21,93% |
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2000 |
2.637.492.836 |
-20,90% |
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2001 |
2.600.298.561 |
-22,01% |
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2002 |
2.397.295.279 |
-28,10% |
|
2003 |
2.246.428.302 |
-32,63% |
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2004 |
2.106.501.724 |
-36,82% |
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2005 |
1.940.344.627 |
-41,81% |
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2006 |
1.709.352.834 |
-48,73% |
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2007 |
1.533.452.222 |
-54,01% |
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2008 |
1.396.544.544 |
-58,11% |
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2009 |
1.234.971.610 |
-62,96% |
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2010 |
1.120.364.198 |
-66,40% |
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2011 |
1.012.774.771 |
-69,62% |
|
2012 |
914.214.328 |
-72,58% |
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2013 |
838.178.679 |
-74,86% |
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2014 |
755.816.648 |
-77,33% |
|
2015 |
672.014.638 |
-79,84% |
|
2016 |
576.404.408 |
-82,71% |
|
2017 |
494.055.868 |
-85,18% |
|
2018 |
436.204.425 |
-86,92% |
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2019 |
384.278.195 |
-88,47% |
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2020 |
287.196.448 |
-91,39% |
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2021 |
218.944.650 |
-93,43% |
|
2022 |
202.848.320 |
-93,92% |
|
2023 |
168.693.980 |
-94,94% |
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2024 |
137.658.640 |
-95,87% |
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2025 |
112.563.040 |
-96,62% |
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)