31 de julho de 2025
MERCADO FINANCEIRO

Levantamento feito pela Febraban informa que uso de cheque por brasileiros cai 18% em 2025 e 97% desde 1995; mesmo com o uso de meios digitais o meio persiste

Veja mais

Por Política Real com assessoria
Publicado em

(Brasília-DF, 02/04/2026). Nesta quinta-feira, 02 de abril, a Febraban( Federação Brasileira de Bancos) divulgou um levantamento sobre o uso de cheques no Brasil.  Mesmo com todos os recursos hoje disponíveis para algum tipo de transferência como meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix em 2020.

 Levantamento mostra que os brasileiros usaram 112,5 milhões de cheques no ano passado. Entretanto, as estatísticas revelam que o número de documentos compensados no país cai ano a ano- houve redução de 18,2% de 2024 para o ano anterior.

Na comparação com 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques, a queda foi significativa, de 96,62%.

O levantamento tem como base a Compe - Serviço de Compensação de Cheques. Em 2025, o total do volume financeiro dos cheques somou R$ 472,7 bilhões, queda de 9,64% ante o ano anterior.

Os números também mostram que o valor médio do cheque é mais alto, o que significa que a população está usando este meio de pagamento para transações de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix, complementa o diretor. No ano passado, o tíquete médio do documento aumentou e foi de R$ 4.199,77 ante R$ 3.800,67 de 2024.

“A queda consistente no uso do cheque reflete a consolidação dos meios digitais no dia a dia do brasileiro, especialmente com o avanço do Pix. Ao mesmo tempo, o tíquete médio mais elevado mostra que o cheque segue sendo utilizado, principalmente, em transações de maior valor e em contextos específicos em que ainda fazem sentido para o cliente, como, por exemplo, a utilização como caução para uma compra”, analisa Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

 

 

Estatísticas de cheques no Brasil

     

Ano

Compensados

Variação de
ano para 1995

1995

3.334.224.724

 

1996

3.158.118.845

-5,28%

1997

2.943.837.133

-11,71%

1998

2.748.906.075

-17,55%

1999

2.602.863.723

-21,93%

2000

2.637.492.836

-20,90%

2001

2.600.298.561

-22,01%

2002

2.397.295.279

-28,10%

2003

2.246.428.302

-32,63%

2004

2.106.501.724

-36,82%

2005

1.940.344.627

-41,81%

2006

1.709.352.834

-48,73%

2007

1.533.452.222

-54,01%

2008

1.396.544.544

-58,11%

2009

1.234.971.610

-62,96%

2010

1.120.364.198

-66,40%

2011

1.012.774.771

-69,62%

2012

914.214.328

-72,58%

2013

838.178.679

-74,86%

2014

755.816.648

-77,33%

2015

672.014.638

-79,84%

2016

576.404.408

-82,71%

2017

494.055.868

-85,18%

2018

436.204.425

-86,92%

2019

384.278.195

-88,47%

2020

287.196.448

-91,39%

2021

218.944.650

-93,43%

2022

202.848.320

-93,92%

2023

168.693.980

-94,94%

2024

137.658.640

-95,87%

2025

112.563.040

-96,62%

     

 

 

 ( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)