31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Após discurso de Trump sem novidades, que fez aumentar preço do petróleo, Emmanuel Macron diz que é “irrealista” reabertura de Ormuz com ação militar enquanto Reino Unido anuncia reunião virtual para tratar de Ormuz

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Por Politica Real com agências
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Emmanuel Macron e Keir Starmer fazem declarações importantes Foto: X de The Independet

(Brasília-DF, 02/04/2026) Neste dia 2 de abril, após o discurso do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, sem muitas novidades sobre acordo de paz na guerra contra o Irã os mercados internacionais, especialmente na Ási a começaram em queda e os preço do barril do petróleo brent aumentou nos mercados.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França considera "irrealista" a reabertura do Estreito de Ormuz por meio de uma operação militar.

"Há quem defenda a ideia de reabrir o Estreito de Ormuz pela força, por meio de uma operação militar, uma posição que, por vezes, tem sido expressada pelos Estados Unidos", disse Macron a repórteres nesta quinta-feira (02/04), durante uma visita à Coreia do Sul. "Essa nunca foi a opção que escolhemos, e consideramos irrealista."

Macron disse que uma operação militar levaria uma quantidade infinita de tempo e exporia qualquer um que passasse pelo estreito a ameaças costeiras da Guarda Revolucionária iraniana.

A reabertura do estreito "só pode ser feita em coordenação com o Irã", por meio de negociações que se seguiriam a um possível cessar-fogo, disse Macron.

A França está pressionando por uma missão internacional envolvendo nações europeias e não europeias para escoltar petroleiros e gaseiros e reabrir o Estreito de Ormuz após o término da fase mais intensa do conflito.

Outro lado

O Reino Unido disse que organiza uma cúpula virtual nesta quinta‑feira ,02, com 35 países para discutir opções para reabrir o Estreito de Ormuz.

A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, irá presidir a conferência.

A reunião "avaliará todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis que podemos tomar para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e tripulações retidos e retomar o transporte de commodities vitais", disse o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer.

O Estreito de Ormuz está paralisado devido a ataques iranianos contra navios comerciais e à ameaça de novas ofensivas. A interrupção do tráfego marítimo fez disparar os preços do petróleo.

Starmer afirmou que retomar o transporte marítimo "não será fácil" e exigirá "uma frente unida de força militar e ação diplomática", em parceria com a indústria marítima.

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou aliados que se recusaram a enviar uma operação militar para garantir a navegação no estreito e afirmou que cada um deve "buscar seu próprio petróleo". Países europeus têm rejeitado a ideia para evitar se envolver diretamente no conflito.

Starmer manteve a posição ao indicar que a reunião deve definir estratégias de segurança para o transporte marítimo para "depois que os combates terminarem".

Participarão do encontro países que recentemente assinaram uma declaração afirmando estar preparados para contribuir com esforços para garantir a passagem segura pela rota estratégica, incluindo Alemanha, França e Japão.

 

( da redação com DW, AP. Edição: Política Real)