31 de julho de 2025
ECONOMIA

Setor industrial avançou 0,09% em fevereiro, informa PIM-PF do IBGE

Veja mais

Por Política Real com assessoria
Publicado em
IBGE divulga seu PIM PF de fevereiro Foto: site do IBGE

(Brasília-DF, 02/04/2026) A Política Real teve acesso a Pesquisa PIM PF Brasil,  do IBGE, com a produção industrial nacional de fevereiro que avançou 0,9% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, segunda taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,0%.

Em relação a fevereiro de 2025, a indústria recuou 0,7%, após avançar 0,2% em janeiro, quando interrompeu três meses consecutivos de taxas negativas: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%). O acumulado do ano ficou em -0,2%. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 0,3%. A média móvel trimestral em fevereiro foi de 0,3%.

No crescimento de 0,9% da atividade industrial na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, as taxas positivas tiveram perfil disseminado, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (16) dos 25 ramos pesquisados. Vale destacar que, com esses resultados, a produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%), com a primeira acumulando expansão de 14,1% nos dois primeiros meses de 2026 e eliminando, dessa forma, o recuo de 9,5% verificado nos dois últimos meses de 2025; e a segunda marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento e registrando ganho de 9,9% neste período.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (6,8%), indústrias extrativas (1,1%), produtos alimentícios (0,8%), bebidas (3,4%), móveis (7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,1%), produtos têxteis (4,4%) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (3,4%).

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram recuo na produção, a de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) exerceu a principal influência na média da indústria e intensificou a magnitude de queda verificada no primeiro mês do ano (-1,4%). Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de produtos químicos (-1,3%) e de metalurgia (-1,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal, bens de capital (2,3%) assinalou a expansão mais elevada em fevereiro de 2026 e marcou a segunda taxa positiva consecutiva, período em que acumulou expansão de 5,7%. Os setores produtores de bens intermediários (1,1%), de bens de consumo duráveis (0,9%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,7%) também mostraram crescimento neste mês, com todos apontando o segundo mês seguido de avanço na produção, período em que acumularam ganhos de 3,5%, 7,7% e 2,0%, respectivamente.

Média móvel foi de 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva (0,3%) no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (0,7%) assinalou a taxa positiva mais acentuada em fevereiro de 2026 e interrompeu três meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 2,7%. Os setores produtores de bens intermediários (0,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também registraram resultados positivos neste mês, com o primeiro interrompendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2025 e o segundo marcando o sétimo mês seguido de crescimento e acumulando expansão de 3,0% neste período. Por outro lado, o segmento de bens de capital (-1,0%) apontou o único recuo em fevereiro de 2026 e manteve o comportamento negativo iniciado em dezembro de 2025.

Acumulado no primeiro bimestre de 2026 recua 0,2%

O índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, recuou 0,2%, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 25 ramos, 58 dos 80 grupos e 61,7% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por máquinas e equipamentos (-13,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,0%) e produtos químicos (-4,6%). Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de produtos de metal (-7,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,1%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-9,9%), produtos têxteis (-7,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,2%), impressão e reprodução de gravações (-16,7%) e móveis (-7,5%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-fevereiro de 2025, entre as sete atividades que apontaram expansão na produção, indústrias extrativas (11,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,7%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,3%), produtos alimentícios (1,1%) e bebidas (3,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o primeiro bimestre de 2026 mostrou menor dinamismo para os segmentos de bens de capital (-12,5%) e de bens de consumo duráveis (-6,8%). Por outro lado, as taxas positivas foram registradas nos setores produtores de bens intermediários (1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,4%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)