BNB
Confira artigo do presidente do BNB rebatendo crítica contra o banco
(Brasília 25 de Março de 2003) Considero a crítica um exercício de democracia e o debate, fundamento da cidadania. Entender o semi-árido a partir da seca é sintoma de recaimento na velha armadilha da argumentação dos coronéis e dos neo-coronéis na captura das benesses do Estado. Tanto quanto considerar que todas as soluções da problemática do semi-árido nordestino repousam apenas na ação do governo, esquecendose do papel da sociedade na estruturação da sua base produtiva e na afirmação de seus direitos.
Um primeiro aspecto que nos tem servido de guia para a ação decorre do entendimento de que o Nordeste não é um capítulo à parte no tratamento dos problemas nacionais. O BNB está comprometido com o esforço de democratização e acesso ao crédito, com o programa de segurança alimentar, com o BolsaFamília, com o apoio à agricultura familiar, com o SeguroSafra, com a atração de investimentos para a região, enfim, com tudo que implica tanto o combate à exclusão social como a geração de empregos.
Sem perder a dimensão histórica dos fatos, convém lembrar que são 502 anos de clientelismo que estão sendo superados. O BNB está presente nos 1.983 municípios da região, com o trabalho de suas agências e de seus agentes do desenvolvimento, implantando no Nordeste as diretrizes governamentais de desenvolvimento e inclusão social.
Sem clientelismo, sem tutela e com senso de responsabilidade. Já é o segundo banco em volume de crédito rural do país e sozinho responde por mais de 80 do crédito à agricultura familiar no Nordeste. Nesta safra, estará aplicando R$ 550 milhões, em grande parte no semiárido. O CrediAmigo, programa de microcrédito solidário urbano, é o segundo maior da América Latina, já completou R$ 1 bilhão em operações e neste ano será estendido ao meio rural.
O Nordeste incorpora muitas realidades, muitas diversidades. O semiárido tem grandes riquezas biológicas e naturais que permaneceram conservadas, livres do uso indiscriminado de defensivos agrícolas.
O Piauí hoje é o maior produtor de mel do Brasil. A China viuse alijada da posição de maior produtora de mel mundial porque suas abelhas não souberam distinguir áreas contaminadas. A preservação ambiental é um dos pontos fortes da cultura técnica e profissional do BNB.
Um outro aspecto diz respeito ao cuidadoso critério de avaliação de risco circunscrito aos financiamentos concedidos e ao esforço na recuperação dos recursos públicos do Fundo Constitucional do Nordeste. Tanto o amadurecimento empresarial quanto o direcionamento adequado da política de investimentos colocam hoje a região numa perspectiva de melhoria dos seus indicadores sociais e econômicos.
O passado e o presente não devem ser confundidos. A eficácia dos recursos aplicados e a recuperação de ativos jogados no lixo mostram que queremos mudar essa história. A expansão da demanda de crédito para investimentos sinaliza que estamos gerando as condições para o crescimento, com responsabilidade e sem fazdeconta.
O BNB vem estruturando uma política produtiva para a região, em conjunto com
o BNDES, o Basa e segundo as diretrizes do Ministério da Integração, envolvendo o DNOCS e a Codevasf.
Por fim, é oportuno esclarecer que o ministro Palocci buscou para a diretoria do BNB uma composição técnica, qualificada e experiente, tanto na área bancária quanto na de desenvolvimento regional. E essa equipe está à frente de um corpo técnico concursado e capacitado, principal capital do Banco do Nordeste.
Roberto Smith, 61, doutor em economia pela USP e professor da Universidade Federal do Ceará, é o presidente do Banco do Nordeste do Brasil S.A.Considero a crítica um exercício de democracia e o debate, fundamento da cidadania. Entender o semiárido a partir da seca é sintoma de recaimento na velha armadilha da argumentação dos coronéis e dos neocoronéis na captura das benesses do Estado. Tanto quanto considerar que todas as soluções da problemática do semiárido nordestino repousam apenas na ação do governo, esquecendose do papel da sociedade na estruturação da sua base produtiva e na afirmação de seus direitos.
Um primeiro aspecto que nos tem servido de guia para a ação decorre do entendimento de que o Nordeste não é um capítulo à parte no tratamento dos problemas nacionais. O BNB está comprometido com o esforço de democratização e acesso ao crédito, com o programa de segurança alimentar, com o BolsaFamília, com o apoio à agricultura familiar, com o SeguroSafra, com a atração de investimentos para a região, enfim, com tudo que implica tanto o combate à exclusão social como a geração de empregos.
Sem perder a dimensão histórica dos fatos, convém lembrar que são 502 anos de clientelismo que estão sendo superados. O BNB está presente nos 1.983 municípios da região, com o trabalho de suas agências e de seus agentes do desenvolvimento, implantando no Nordeste as diretrizes governamentais de desenvolvimento e inclusão social.
Sem clientelismo, sem tutela e com senso de responsabilidade. Já é o segundo banco em volume de crédito rural do país e sozinho responde por mais de 80 do crédito à agricultura familiar no Nordeste. Nesta safra, estará aplicando R$ 550 milhões, em grande parte no semiárido. O CrediAmigo, programa de microcrédito solidário urbano, é o segundo maior da América Latina, já completou R$ 1 bilhão em operações e neste ano será estendido ao meio rural.
O Nordeste incorpora muitas realidades, muitas diversidades. O semiárido tem grandes riquezas biológicas e naturais que permaneceram conservadas, livres do uso indiscriminado de defensivos agrícolas.
O Piauí hoje é o maior produtor de mel do Brasil. A China viuse alijada da posição de maior produtora de mel mundial porque suas abelhas não souberam distinguir áreas contaminadas. A preservação ambiental é um dos pontos fortes da cultura técnica e profissional do BNB.
Um outro aspecto diz respeito ao cuidadoso critério de avaliação de risco circunscrito aos financiamentos concedidos e ao esforço na recuperação dos recursos públicos do Fundo Constitucional do Nordeste. Tanto o amadurecimento empresarial quanto o direcionamento adequado da política de investimentos colocam hoje a região numa perspectiva de melhoria dos seus indicadores sociais e econômicos.
O passado e o presente não devem ser confundidos. A eficácia dos recursos aplicados e a recuperação de ativos jogados no lixo mostram que queremos mudar essa história. A expansão da demanda de crédito para investimentos sinaliza que estamos gerando as condições para o crescimento, com responsabilidade e sem fazdeconta.
O BNB vem estruturando uma política produtiva para a região, em conjunto com
o BNDES, o Basa e segundo as diretrizes do Ministério da Integração, envolvendo o DNOCS e a Codevasf.
Por fim, é oportuno esclarecer que o ministro Palocci buscou para a diretoria do BNB uma composição técnica, qualificada e experiente, tanto na área bancária quanto na de desenvolvimento regional. E essa equipe está à frente de um corpo técnico concursado e capacitado, principal capital do Banco do Nordeste.
Roberto Smith, 61, doutor em economia pela USP e professor da Universidade Federal do Ceará, é o presidente do Banco do Nordeste do Brasil S.A.