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  • Contato Brasil, 16 de setembro de 2021 22:47:27
Genésio Jr.
  • 01/08/2021 12h22

    Água jogada fora da bacia!

    O problema(ou seriam vários?!) é que ele gerou inúmeras dificuldades para ele e seu novo homem forte

    Jogando água fora da bacia( foto: coisas de mulher)

    (Brasília-DF)  Quem conhece a rotina do poder na Capital Federal sabe que os chamados recessos parlamentares, seja o de 15 dias no meio do ano ou o de 40 dias  no final e início de ano - são um período para o Executivo, o único poder que não pode se dar ao luxo de tirar férias - ter um natural protagonismo, quando assim deseja, conferindo isso ao chefe da República.

    É uma época para limpar e curar feridas, refazer pontes, fazer reformas na “casa”. O momento nacional é muito difícil - pandemia histórica, vida cara, combustível nas alturas, energia cara a necessitando ser poupada, desemprego, desalento, um povo triste.

    Estamos voltando com os trabalhos normais agora em agosto, que já é um mês historicamente difícil para a vida nacional. O presidente Jair Bolsonaro(sem partido) marcou um grande ponto para a vida prática(certamente contraditório, a partir do discurso de eleição) ao indicar o senador Ciro Nogueira(PI), presidente do Progressistas, para comandar a Casa Civil da Presidência da República.

    O problema(ou seriam vários?!) é que ele gerou inúmeras dificuldades para ele e seu novo homem forte. As dificuldades são grandes tanto com o mundo do políticos, que Nogueira domina, como no mundo jurídico.  Essa associação nem sempre é imediata.

    Na quinta-feira última, em sua live semana no Facebook/Youtube, como é sabido, ele prometeu que iria trazer provas de que o sistema eletrônico de votações é fraudulento. Não cumpriu a promessa e de quebra voltou a detratar não só a Justiça Eleitoral, mas a Justiça como um todo.

    Os seus apoiadores na Câmara, como o deputado Arthur Lira(Progressistas), presidente da Câmara dos Deputados, disse que é uma perda de tempo a discussão sobre a PEC do voto impresso, dando o tom de sua disfuncionalidade.  Olhe só a conexão entre os Legislativo e o Judiciário. 

    Os partidos e os políticos não precisam, e nem querem, problemas com o Judiciário. O Judiciário decide a vida de muitos deles. O Judiciário precisa de orçamento, que é decidido no Congresso. 

    Os políticos de oposição aproveitaram tanta bola levantada por Bolsonaro que encheram o Supremo de ações desconfortáveis. Não só para o chefe de governo, mas para o Procurador Geral da República, Augusto Aras, que se imaginava teria uma recondução tranquila dada pelo Senado para mais 2 anos na função.

    Não podemos esquecer( são tantas as agonias), que Bolsonaro, sem necessidade , humilha mais ainda os generais ao dizer que o VP, general Hamilton Mourão(PRTB) “atrapalha” e que ele é como um “cunhado”. Disse mais, que a escolha do vice, em 2018, foi apressada, e no futuro buscará um mais “agregador”.

    Fechando a temporada, um grupo de 10 partidos apresentou requerimento na corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral para que Bolsonaro explique a “rodada” de acusações sobre o processo eleitoral eletrônico.

    Isso tudo nos últimos 15 dias, que se imaginava deveria ser um tempo para um bom protagonismo do Executivo e do chefe da República!

    De fato, vivemos novos tempos neste país. Até parece que todos os dias que vem pela frente precisam ser inusitados, para que nós tenhamos certeza que vivemos mais um dia. Bem, não sei o que você acha dessa intensidade toda que, certamente, não deixa a vida melhor.

    Uma coisa é certa, apesar de doloroso, não tem mal que dure para sempre, nem mal que seja eterno.

    Por Genésio Araújo Jr. jornalista

    Email: [email protected]