Apostas de Wall Street com o chamado ‘rali Flávio’ podem gerar, agora, prejuízos com novo momento do segundo turno
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(Brasília-DF, 23/10/2026) A eleição deste domingo, 25, está colocando à prova as apostas de estrategistas de Wall Street que recomendaram comprar ativos brasileiros depois que Flávio Bolsonaro (PL-RN) despontou como favorito à Presidência. O resultado da eleição, que segue indefinido, poderá gerar aposta acertada ou se deixará investidores no prejuízo
A vantagem de Flávio sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno levou instituições como UBS Global Wealth Management e Morgan Stanley a melhorar suas perspectivas para as ações brasileiras, projetando ganhos de até 25%.
O JPMorgan passou a adotar uma visão positiva para o real, enquanto o Citigroup incentivou investidores a comprar ativos do país em diferentes classes. Na Gavekal Research, Louis-Vincent Gave disse que uma “guinada Bolsonaro” poderia desencadear uma onda de entrada de recursos.
Essa mudança pode já estar em curso. O forte desempenho do candidato de direita impulsionou os ativos e atraiu capital estrangeiro diante da expectativa de que um novo governo promoveria o ajuste fiscal necessário para reduzir as taxas de juros.
Mas esse posicionamento agora deixa os investidores vulneráveis a uma reversão. A disputa está praticamente empatada às vésperas da votação, depois de Lula prometer ainda mais gastos, enquanto Flávio apresentou poucos detalhes sobre como implementaria o ajuste com o qual os investidores estão contando. Um resultado decepcionante ameaça apagar o rali recente.
( da redação com informações de assessoria e agência Bloomberg Linea. Edição.: Política Real)