31 de julho de 2025
ECONOMIA

Monitor do PIB mostra que a economia cresceu 0,5% em agosto, informa FGV-IBRE

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Por Política Real com assessoria
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FGV dIvulga monitor do PIB Foto: site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 19/10/2026).  Nesta segunda-feira, 19, o Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,5% na atividade econômica em agosto em comparação a julho, na análise da série com ajuste sazonal.

Na comparação interanual, a economia cresceu 1,5% em agosto e 1,7% no trimestre findo em agosto. A taxa acumulada em 12 meses até agosto foi de 1,8%.

“O crescimento de 0,5% da economia brasileira em agosto, na comparação com julho, reverte as taxas negativas dos últimos dois meses. Pelo lado da oferta, este resultado reflete o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços. Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo. Em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, a economia apresenta capacidade de recuperação.”, segundo Claudio Considera, pesquisador associado do IBRE.

Análise desagregada dos componentes da demanda

A análise gráfica dos componentes da demanda foi realizada na série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória.

Consumo das famílias cresceu 0,4% no trimestre móvel findo em agosto

O resultado refletiu principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis, parcialmente revertido pelos impactos negativos dos produtos não duráveis e semiduráveis, enquanto os serviços apresentaram contribuição próxima de zero. Nos trimestres móveis mais recentes, observa-se redução da contribuição dos serviços para o crescimento do agregado, ao passo que os produtos duráveis permaneceram como o principal componente positivo. Dessa forma, o consumo das famílias manteve no trimestre findo em agosto a menor taxa de crescimento observada desde o trimestre móvel findo em outubro de 2025.

FBCF cresceu 1,6% no trimestre móvel findo em agosto

O resultado foi sustentado principalmente pelas contribuições positivas da Construção e do componente Outros, que mais do que compensaram o impacto negativo de Máquinas e equipamentos. Nos trimestres móveis mais recentes, observa-se fortalecimento da contribuição da Construção para o crescimento da FBCF, enquanto Máquinas e equipamentos permaneceu exercendo influência negativa sobre o agregado, embora em menor intensidade. Com isso, a FBCF manteve a trajetória de recuperação observada desde o segundo trimestre de 2026.

Exportação cresceu 2,5% no trimestre móvel findo em agosto

O resultado foi sustentado principalmente pelas contribuições positivas das exportações de serviços, dos bens intermediários e dos produtos agropecuários. Em relação aos trimestres móveis anteriores, destaca-se a redução do impacto negativo da extrativa mineral sobre o agregado, que passou a apresentar contribuição ligeiramente positiva. Esses movimentos contribuíram para a aceleração das exportações, que avançaram de 0,4% para 2,5% no trimestre móvel findo em agosto.

Importação cresceu 6,4% no trimestre móvel findo em agosto

O crescimento refletiu principalmente as contribuições positivas das importações de serviços, dos bens de consumo e dos bens de capital, parcialmente revertidas pelo impacto negativo dos bens intermediários. Em relação aos trimestres móveis anteriores, observa-se aumento da contribuição dos serviços e dos bens de capital para o crescimento do agregado, enquanto os bens intermediários permaneceram exercendo influência negativa. Com isso, as importações aceleraram após o crescimento de 4,0% registrado no trimestre móvel findo em julho.

PIB-FGV EM VALORES

Em termos monetários, estima-se que o PIB acumulado até agosto de 2026, em valores correntes, tenha sido de 9,020 trilhões de Reais.

TAXA DE INVESTIMENTO

Observa-se que a taxa de investimento em agosto de 2026 foi de 19,1%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)