31 de julho de 2025
ECONOMIA

Comércio varejista avançou 0,1% em agosto, informa PMC do IBGE; setor avança residualmente frente a queda registrada em julho/2026

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Por Política Real com assessoria
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Um momento da PMC do IBGE Foto: site IBGE

(Brasília-DF, 15/10/2026). Nesta quinta-feira, 15, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a agosto de 2026 apontando que o volume de vendas no comércio varejista registrou variação de 0,1% frente a julho, na série com ajuste sazonal, após queda de 0,8% em julho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo, depois de recuar 0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, volta a apresentar -0,1% de variação no trimestre encerrado em agosto de 2026.

Frente a agosto de 2025, o varejo variou 0,4%, após alta de 1,3% em julho. No ano, o varejo acumula alta de 1,7% e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em agosto variou -0,2% frente ao mês imediatamente anterior, após alta de 0,5% em julho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado volta a recuar 0,3% no trimestre terminado em agosto de 2026, mesmo valor da variação de junho.

 

O volume de vendas do comércio varejista na passagem de julho para agosto de 2026, na série com ajuste sazonal, em termos setoriais, registrou 6 taxas positivas e 2 negativas. No campo positivo, foram as atividades de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%). No campo negativo, figuraram Móveis e eletrodomésticos (-4,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

No comércio varejista ampliado, os dois setores adicionais tiveram resultado negativo: Veículos e motos, partes e peças de -1,0% e Material de construção de -2,0%.

O setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou alta de 10,2% nas vendas frente a agosto de 2025, terceira consecutiva e 11ª nos últimos 12 meses. Na série com ajuste sazonal, a atividade cresceu 6,3% na passagem de julho para agosto, segundo mês a registrar crescimento (em julho havia sido de 1,1%). No acumulado do ano, a atividade registrou ganhos de 5,7% até agosto, apresentando aceleração no ritmo de crescimento em relação a julho (5,1%). Nos últimos 12 meses, a alta foi de 8,6%.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registrou alta de 4,8% na comparação com agosto de 2025, mesmo resultado de julho (4,8%). Ao todo, são 42 meses consecutivos de alta no indicador interanual: o último mês a registrar queda foi fevereiro de 2023. Ainda na perspectiva interanual, a atividade representou a maior contribuição na formação do varejo, somando 0,5 p.p. ao total de 0,4% do comércio. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi positivo em 0,7% em agosto em relação a julho, quarta alta seguida. O resultado acumulado foi de 4,6% no ano; em 12 meses, a taxa foi de 5,3%.

O agrupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico teve variação interanual de 2,5% em agosto de 2026, sucedendo queda de 2,3% no mês anterior.  Na margem, o segmento fez o mesmo movimento, crescendo 1,4% entre julho e agosto após queda de 1,7% entre junho e julho. Ao longo de 2026, a série dessazonalizada apresenta volatilidade alta, alternando crescimentos e quedas desde janeiro: +0,9% em janeiro; -0,7% em fevereiro; +2,8% em março; -1,6% em abril; -0,1% em maio; +1,5% em junho. Considerando o período acumulado, a atividade registra ganhos de 1,3% no ano, enquanto nos últimos 12 meses mostra alta de 1,7%.

O agrupamento de Material de construção teve variação interanual de -3,8% em agosto de 2026, sucedendo queda de 1,2% no mês anterior. Tal resultado faz com que o setor tenha a maior contribuição para o total da variação de 0,1% do comércio varejista ampliado, registrando -0,3%. Na margem, o segmento também mostrou queda: 2,0% entre julho e agosto. Considerando o período acumulado, a atividade teve perdas de 1,2% no ano, enquanto nos últimos 12 meses, houve queda de 1,4%.

Setorialmente, o quarto bimestre de 2026 teve quatro atividades com variação no campo positivo: Equipamentos para escritório, informática e comunicação (6,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,8%), Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%) e Combustíveis e lubrificantes (0,1%). Por outro lado, foram três as atividades em queda no bimestre: Móveis e eletrodomésticos (-6,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-4,5%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%). O setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico registrou estabilidade (0,0) na comparação do quarto bimestre de 2026 com igual período de 2025.

Comércio varejista cresce em 14 das 27 Unidades da Federação entre julho e agosto

Na passagem de julho para agosto de 2026, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou avanço em 14 das 27 unidades da federação, com destaque para: Rondônia (5,8%), Amapá (5,3%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Por outro lado, pressionando negativamente figuraram 12 unidades da federação, com destaque para: Espírito Santo (-3,8%), Alagoas (-1,3%) e Rio Grande do Norte (-1,1%). Roraima mostrou estabilidade (0,0%).

Para essa mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados positivos em 16 das 27 unidades da federação, com destaque para: Rondônia (6,9%), Amapá (2,2%) e Roraima (2,0%). No lado negativo, figuraram 11 Unidades da Federação, com destaque para: Espírito Santo (-4,9%), Maranhão (-1,9%) e Bahia (-1,4%).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política real)