31 de julho de 2025
ESCALA 6X1

REAÇÃO: Após aprovação do fim da Escala 6x1 setor de bares e restaurantes fala em tragédia econ6omica e indústria diz que medida deve causar "perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país"

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Por Politica Real com agências
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Industria e comercio 151026.jpg

Com agências.

(Brasília-DF, 15/10/2026) Ainda nessa quarta-feira, 14, setores econômicos reagiram a aprovação da PEC que acabar com a Escala 6x1.

Comércio

O presidente-executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, avaliou que a aprovação pelo Senado da PEC que acaba com a escala 6x1 é uma tragédia socioeconômica anunciada e denunciada pela Abrasel.

“Ela terá impactos extraordinários na sociedade. Os primeiros serão percebidos tão logo ela comece a vigorar, por conta dos serviços essenciais”, afirmou em nota.

Segundo a associação, para manter a mesma oferta de serviços e cobrir esse dia, o país precisaria de mais 3 milhões de trabalhadores.

"Onde encontrar essa mão de obra? Certamente não há essa mão de obra sobrando. Vai ser um rouba-monte", disse Solmucci.

Segundo ele, muitos bares e restaurantes vão fechar um dia adicional por semana, seja pelo aumento do custo, seja pela falta de mão de obra.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou uma nota logo após a aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Na avaliação do setor industrial, a medida aprovada pelo Senado deve causar "perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país".

Para a CNI, a mudança aprovada em pleno período eleitoral representa "um retrocesso para o Brasil".

"Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados", disse o presidente da entidade, Ricardo Alban.

Um cálculo feito pela confederação diz que a redução da jornada com manutenção dos salários elevaria os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultaria em uma queda de 0,7% do PIB brasileiro.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)