DESTAQUEX DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil será divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio de agosto
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(Brasília-DF, 15/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil para será divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio de agosto.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira (15), os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -1,1%), pressionados pela forte realização em tecnologia e inteligência artificial, depois que a inflação ao consumidor de setembro ampliou as apostas em novas altas de juros do Federal Reserve, o banco central do país, e as preocupações com o financiamento dos investimentos em IA. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,1%, pressionado pelo setor de semicondutores e equipamentos industriais, enquanto telecomunicações e seguros limitam o recuo. Na Ásia, os mercados fecharam em forte queda: o Kospi (Coreia) recuou cerca de 7,6%, com acionamento de circuit breaker de venda, o Nikkei 225 (Japão) caiu cerca de 3%, enquanto o CSI 300 (China) recuou 1,2% e o Hang Seng (Hong Kong) perdeu 1,0%, em meio à cautela com a tecnologia e as tensões comerciais com a União Europeia.
O mercado acompanha a continuidade da aversão ao risco em ativos de IA, após o Nasdaq registrar na quarta-feira a maior queda diária desde julho, com CoreWeave e Oracle recuando cerca de 15% e 8%, respectivamente, em meio a temores sobre o endividamento de operadoras de data centers. O yield do Treasury de 10 anos recua para perto de 5,1%, mínima de três semanas, com a busca por segurança, enquanto o CME FedWatch precifica cerca de 65% de chance de alta dos juros em dezembro. O Brent cede cerca de 2%, para próximo de US$ 104/barril, com o mercado pesando os riscos de oferta no Estreito de Ormuz contra a demanda mais fraca. Os investidores também direcionam o foco para os índices de preços ao produtor e as vendas no varejo de setembro nos EUA, além dos discursos de Bowman e Hammack, do Fed, e da temporada de resultados, com divulgações de Tesla, Meta Platforms e IBM na próxima quarta-feira.
Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor acelerou para 3,7% A/A em setembro, com alta de 0,6% M/M, impulsionada principalmente pelos combustíveis. O núcleo também surpreendeu para cima, reforçando os riscos de persistência inflacionária. O Livro Bege do Fed confirmou a intensificação das pressões de custos, enquanto o mercado de trabalho permanece pouco dinâmico. Nesse cenário, dirigentes do Fed continuam sinalizando a necessidade de aperto monetário adicional, embora uma pausa em outubro permaneça possível. No cenário global, o FMI alertou para a necessidade de consolidação fiscal diante da alta dos juros soberanos e do endividamento público.
Na agenda internacional, o destaque será o PPI dos Estados Unidos, especialmente relevante após a aceleração do CPI, além dos pedidos iniciais de seguro-desemprego e das vendas no varejo.
IBOVESPA -0,18% | 206.506 Pontos. CÂMBIO +0,17% | 5,02/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (14) em queda de 0,2%, aos 206.506 pontos, na segunda baixa consecutiva, repercutindo os dados de inflação americana acima do esperado e a queda das bolsas globais.
Na ponta positiva, PRIO (PRIO3, +2,3%) e Petrobras (PETR4, +2,2%; PETR3, +1,9%) acompanharam a alta do petróleo.
Na ponta negativa, as construtoras Tenda (TEND3, -5,5%) e Cyrela (CYRE3, -4,3%) recuaram em meio à pressão sobre o setor e à repercussão de prévias operacionais mais fracas do terceiro trimestre de 2026 (3T26), com vendas abaixo das expectativas na Tenda e queda de lançamentos e vendas na Cyrela.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta quarta-feira com direções mistas. No exterior, apesar da reação inicial negativa ao dado de inflação americano, a curva de Treasuries perdeu força ao longo do dia. A T-note de dois anos fechou a 4,80% (+1 bp), enquanto a T-note de 10 anos recuou para 5,18% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos para 5,52% (-4 bps). No Brasil, os juros futuros acompanharam apenas parcialmente o alívio observado na ponta longa da curva americana em meio a um ambiente de cautela eleitoral, após a forte valorização dos ativos domésticos observada na última semana. O DI jan/28 fechou a 12,74% (-1 bp), o DI jan/29 a 12,48% (-3 bps) e o DI jan/31 a 12,54% (+2 bps). A curva NTN-B encerrou com a B29 a 6,73% (vs. 7,0%), a B35 a 6,76% (vs. 6,95%) e a B50 a 6,72% (vs. 6,62%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira em alta de 0,07%, aos 3.953,80 pontos.
O movimento foi mais equilibrado ao longo do dia. Entre os destaques positivos, as lajes corporativas avançaram 0,45%, seguidas pelos fundos multiestratégia (+0,43%), multiestratégia/FOF (+0,26%) e recebíveis (+0,13%). Na ponta negativa, os fundos de fundos recuaram 0,52%, enquanto os segmentos de shoppings e ativos logísticos registraram quedas de 0,20% e 0,18%, respectivamente. No agregado, os FIIs de tijolo encerraram o pregão com valorização de 0,03%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MCRE11 (+3,6%), BCRI11 (+1,7%) e VGHF11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-1,8%), HSLG11 (-1,7%) e HCTR11 (-1,6%).
Economia
No Brasil, o plenário do Senado aprovou em dois turnos, pelo placar de 75 votos a um em ambas as votações, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. A tendência é para que a medida seja promulgada pelas mesas do Congresso na semana que vem, às vésperas do segundo turno eleitoral. Ainda no cenário doméstico, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) surpreendeu negativamente em agosto, com queda de 0,1% M/M, ante expectativa de alta de 0,8%, reforçando a desaceleração da atividade. A fraqueza dos transportes e a estagnação dos serviços de informação e comunicação levaram à revisão do nosso tracker de PIB do 3T26, de -0,08% para -0,15% T/T, enquanto os serviços prestados às famílias permaneceram resilientes.
No Brasil, será divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio de agosto, para a qual esperamos crescimento de 1,0% M/M no varejo restrito e 1,1% M/M no ampliado, com recuperação concentrada nos segmentos que recuaram em julho.
(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)