PF aponta esquema bilionário de lavagem de dinheiro e corrupção no setor de combustíveis do Rio; Foram presos preventivamente ex-chefe da Polícia Civil, Marcus Amim, e o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella
Veja a íntegra do inquérito que foi autorizado por Alexandre de Moraes
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(Brasília-DF, 15/10/2026) Na manhã desta quinta-feira, 15, a Polícia Federal numa sofisticada investigação cumpriu seis mandados de prisão preventiva determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) contra acusados de integrar organização criminosa armada envolvida com lavagem de dinheiro em postos de combustível. Entre os alvos presos na operação estão o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim, e o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella
A Polícia Federal (PF) revelou um sofisticado esquema criminoso de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de cartel no setor de combustíveis no Estado do Rio de Janeiro. Originado no bojo do Inquérito 5.020 no Supremo Tribunal Federal e no contexto da Operação Unha e Carne, o relatório policial detalha movimentações financeiras atípicas que atingem a marca de R$ 7,6 bilhões entre os anos de 2020 e 2026. A rede utilizava postos de gasolina, principalmente em Niterói, São Gonçalo e na Região dos Lagos, para mesclar recursos lícitos e ilícitos gerados por atividades paramilitares e pelo crime organizado.
De acordo com a PF, a engenharia financeira dependia da atuação intensiva de dinheiro em espécie — que superou R$ 310 milhões em depósitos — e de uma câmara de compensação paralela operada por empresas de fachada. O controle de mais de duas dezenas de postos era dissimulado por meio de laranjas e registradores formais, enquanto a gestão de fato permanecia sob o comando de operadores ocultos. Além de manipular o mercado varejista e fraudar medições de combustível, o grupo garantia sua perenidade através do loteamento e da coaptação de cargos estratégicos na administração pública do estado.
O inquérito posiciona o prefeito de Belford Roxo, Márcio Correia de Oliveira, conhecido como "Márcio Canella", como articulador político e patrono das indicações do grupo no poder público. Entre os beneficiados pelo apoio político esteve Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-secretário de Polícia Civil e ex-presidente do DETRAN/RJ, apontado pela investigação como o garantidor de blindagem policial e operador institucional da organização. Documentos apreendidos e quebras de sigilo telemático e bancário também expuseram pagamentos recorrentes a delegados e o vazamento sistemático de operações de fiscalização do Procon e da própria Polícia Federal.
Diante da gravidade das infrações e do risco de reiteração delitiva e destruição de provas, a Polícia Federal representou ao STF pela decretação de prisões preventivas de lideranças do grupo e de agentes públicos envolvidos. A representação pleiteia ainda o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros até o montante de R$ 7,6 bilhões, além do afastamento de servidores, cumprimento de mandados de busca e apreensão e a suspensão cautelar das atividades econômicas de quase uma centena de empresas vinculadas ao esquema.
Veja AQUI a íntegra do inquérito.
Veja AQUI a íntegra do parecer da PGR.
( da redação com informação com uso de IA. Edição: Política Real)