31 de julho de 2025
ECONOMIA

Setor de serviços recuou -0,1% em agosto de 2026, informa PMS do IBGE

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Por Politica Real
Publicado em
PMS do IBGE Foto: site IBGE

(Brasília-DF, 14/10/2026)  Na manhã desta quarta-feira, 14, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal de Serviços de agosto apontando que o volume de serviços no Brasil teve variação negativa de 0,1% frente a julho, na série com ajuste sazonal.

Dessa forma, o setor de serviços está 19,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,3% abaixo do auge da série histórica (outubro de 2025). Frente a igual mês do ano anterior, o volume de serviços cresceu 0,6%, seu 29º resultado positivo consecutivo. O acumulado do ano chegou a 1,7% frente a igual período de 2025. O acumulado nos últimos doze meses avançou 2,2% em agosto de 2026, desacelerando frente a julho (2,4%).

A ligeira variação negativa (-0,1%) do volume de serviços, na passagem de julho para agosto de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades: outros serviços (-1,0%); transportes (-0,2%); e profissionais, administrativos e complementares (-0,2%), que eliminaram, integralmente ou em parte, os ganhos verificados no mês de julho. Já os serviços prestados às famílias (2,1%) registraram o segundo avanço consecutivo, com ganho acumulado de 2,9%. Por sua vez, informação e comunicação (0,0%) mostrou estabilidade neste mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em agosto de 2026 frente ao trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda na série com ajuste sazonal, três das cinco atividades recuaram: outros serviços (-0,6%), profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) e informação e comunicação (-0,2%). Em sentido oposto, os serviços prestados às famílias (0,5%) e os transportes (0,1%) registraram os únicos avanços neste indicador.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%); e dos serviços prestados às famílias (4,4%), explicados pela maior receita vinda de locação de automóveis; serviços de engenharia; agenciamento de espaços de publicidade; atividades de vigilância e segurança privada; e intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce, no primeiro ramo; e de restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último.

Os únicos impactos negativos vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,8%) e os outros serviços (-2,5%), pressionados pela menor receita do transporte aéreo de passageiros; do rodoviário de cargas; da logística de transporte de cargas; do ferroviário de cargas e da atividade de correio, no primeiro setor; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos serviços prestados às famílias (2,4%), explicados, sobretudo, pelo aumento na receita das empresas que atuam com agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; atividades jurídicas; locação de automóveis; atividades de vigilância e segurança privada; e limpeza em prédios e em domicílios, no primeiro setor; e restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último.

Já os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,5%) e de outros serviços (-0,3%) exerceram os únicos impactos negativos sobre o volume total de serviços, pressionados, especialmente, pela menor receita vinda de transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; atividades de correio; e gestão de portos e terminais, no primeiro ramo; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

Volume de Serviços recua em 12 das 17 unidades da federação investigadas

Regionalmente, 12 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume de serviços em agosto de 2026, frete ao mês imediatamente anterior, acompanhando o decréscimo observado no resultado do Brasil (-0,1%) – série ajustada sazonalmente. Entre os locais com taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio da Bahia (-4,8%), seguido por Espírito Santo (-4,5%), Ceará (-3,1%), São Paulo (-0,1%) e Mato Grosso (-2,3%). Em contrapartida, Distrito Federal (3,7%) exerceu a principal contribuição positiva do mês, seguido por Minas Gerais (0,8%), Paraná (1,0%) e Rio de Janeiro (0,5%).

 

Índice de Atividades Turísticas cresce 2,5% frente a julho

Em agosto de 2026, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 2,5% frente ao mês imediatamente anterior, segundo resultado positivo seguido, período em que acumulou ganho de 5,5%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 12,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,1% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Regionalmente, 14 dos 17 locais pesquisados acompanharam a expansão verificada na atividade turística nacional (2,5%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (3,5%), seguido por Rio de Janeiro (2,0%) e Minas Gerais (3,2%). Em sentido oposto, Bahia (-12,3%) apontou o principal impacto negativo.

Dez das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para o Rio de Janeiro (4,5%), seguido por Bahia (10,4%), Minas Gerais (6,6%), São Paulo (1,1%) e Rio Grande do Sul (6,1%). Já Paraná (-7,4%) e Pernambuco (-10,2%) exerceram os principais impactos negativos do mês, seguidos por Distrito Federal (-7,3%), Amazonas (-15,0%), Pará (-14,0%) e Ceará (-8,5%).

No indicador acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas recuou 0,8% frente a igual período do ano passado, pressionado pela menor receita obtida por empresas de transporte aéreo de passageiros e de hotéis.

Houve recuos em dez dos 17 locais investigados, com destaque para São Paulo (-1,1%), seguido por Paraná (-5,9%), Pernambuco (-8,2%), Minas Gerais (-3,0%) e Ceará (-8,5%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (4,9%) e Bahia (7,4%) lideraram os ganhos do turismo.

Transporte de passageiros varia 0,1% e o de cargas recua 0,9%

Em agosto de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil mostrou variação positiva de 0,1% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, segunda taxa positiva seguida, período em que acumulou um ganho de 3,0%. Dessa forma, o segmento se encontra 1,8% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 21,9% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

No acumulado do ano, o transporte de passageiros recuou 3,9% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas ficou estável (0,0%) no mesmo intervalo investigado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)