31 de julho de 2025
ECONOMIA

Balança comercial registra superávit de US$ 7,74 bilhões – foi o melhor desempenho para o mês na história, informa MDIC

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Por Política Real com assessoria
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Exportações de petróleo foi o destaque Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 06/10/2026). Nesta terça-feira, 06, como foi antecipado pela Política Real foi divulgado pelo ComexSat do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (MDIC).

A balança comercial do Brasil, com a ajuda do petróleo, dos combustíveis, da soja e do cobre, registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que dobrou em relação a setembro de 2025 (US$ 3,14 bilhões).

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período.

O superávit foi o segundo melhor para o mês, só perdendo para setembro de 2023 (US$ 9,18 bilhões).

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Em Setembro/2026, comparado a igual mês do ano anterior, as exportações cresceram 12,9% e somaram US$ 34,42 bilhões. As importações caíram -2,4% e totalizaram US$ 26,68 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,74 bilhões , com crescimento de 146,4%, e a corrente de comércio aumentou 5,6%, alcançando US$ 61,10 bilhões.

No acumulado Janeiro/Setembro 2026, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 10,4% e somaram US$ 284,65 bilhões. As importações cresceram 5,0% e totalizaram US$ 222,26 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 62,40 bilhões , com crescimento de 34,8%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,0%, atingindo US$ 506,91 bilhões.

Em Setembro/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 4,8% em Agropecuária, que somou US$ 7,00 bilhões; crescimento de 39,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 9,44 bilhões e, por fim, crescimento de 5,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,67 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (31.239,5%), Café não torrado ( 8,7%) e Soja (11,9%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (104,4%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 74,2%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 77,3%) na Indústria Extrativa ; Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (47,7%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 39,1%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 36,4%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce (-17,0%), Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-29,7%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-68,3%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho ( -2,7%), Minério de ferro e seus concentrados (-20,5%) e Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-30,6%), Açúcares e melaços (-24,9%) e Veículos automóveis de passageiros (-34,3%) na Indústria de Transformação.

Acumulado no Ano

No acumulado Janeiro/Setembro 2026, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 8,9% em Agropecuária, que somou US$ 64,84 bilhões; crescimento de 21,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 71,15 bilhões e, por fim, crescimento de 6,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 146,91 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (71,7%), Soja (14,9%) e Algodão em bruto (15%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (79,8%), Minérios de metais preciosos e seus concentrados (709%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (28,6%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (14,1%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (32,6%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (55,7%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Milho não moído, exceto milho doce (-8,3%), Café não torrado (-11,1%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-32,3%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-2,2%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-18,2%) e Gás natural, liquefeito ou não (-97%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-33,7%), Açúcares e melaços (-27,4%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-31,3%) na Indústria de Transformação.

Importações

Mensal

Em Setembro/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 9,3% em Agropecuária, que somou US$ 0,52 bilhões; crescimento de 7,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,21 bilhões e, por fim, queda de -3,2% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 24,79 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.

O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-19,6%), Milho não moído, exceto milho doce (-11,0%) e Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (-66,8%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-68,4%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-3,4%) e Gás natural, liquefeito ou não ( -9,0%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-24,1%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-79,1%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-98,0%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( 31,1%), Cevada, não moída (136,3%) e Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (17,8%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto ( 18,7%), Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 39,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 19,6%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 60,6%), Máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos (204,3%) e Veículos automóveis de passageiros ( 77,9%) na Indústria de Transformação.

Acumulado no Ano

No acumulado Janeiro/Setembro 2026, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: queda de -10,1% em Agropecuária, que somou US$ 4,18 bilhões; retração de -3,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 9,48 bilhões e crescimento de 5,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 207,17 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.

Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (20,1%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (5,5%) e Soja (19,5%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base (10,5%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (10,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (1,8%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (36,6%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (33,7%) e Veículos automóveis de passageiros (76,7%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-18,8%), Cacau em bruto ou torrado (-68,7%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-26%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-19,2%), Outros minerais em bruto (-3,7%) e Gás natural, liquefeito ou não (-33%) na Indústria Extrativa ; Produtos laminados planos, de ligas de aço (-50,8%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-74,4%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-50,2%) na Indústria de Transformação.

 da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)