31 de julho de 2025
ECONOMIA

BC informa que setor público registrou déficit primário de R$10,0 bilhões em agosto e no ano a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 82,9% do PIB

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Por Política Real com assessoria
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BC estatísticas fiscais de agosto Foto: site do BC

(Brasília-DF, 30/09/2026).  Na manhã desta quarta-feira, 30, o Banco Central divulgou o seu Estatísticas Fiscais com os dados atualizados até agosto de 2026.​​

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$10,0 bilhões em agosto, ante déficit de R$17,3 bilhões no mesmo mês de 2025. No Governo Central houve déficit de R$14,7 bilhões e, nos governos regionais e nas empresas estatais, superávits respectivos de R$2,7 bilhões e R$2,0 bilhões. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB, 0,06 p.p. do PIB inferior ao déficit acumulado até julho.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$105,9 bilhões em agosto de 2026, ante R$74,3 bilhões em agosto de 2025. Contribuiu para esse aumento, o resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$19,9 bilhões em agosto de 2025 e perda de R$9,3 bilhões em agosto de 2026). No acumulado em doze meses até agosto, os juros nominais alcançaram R$1.182,2 bilhões (8,86% do PIB), comparativamente a R$946,5 bilhões (7,61% do PIB) nos doze meses até agosto de 2025.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$115,9 bilhões em agosto. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.264,2 bilhões (9,48% do PIB), elevando-se 0,12 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

​A DLSP atingiu 69,3% do PIB (R$9,2 trilhões) em agosto, elevando-se 0,1 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), do déficit primário (0,1 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,1 p.p.), da desvalorização cambial de 2,1% no mês (-0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.).

No ano, a DLSP cresceu 4,0 p.p. do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (5,8 p.p.), do déficit primário acumulado (0,7 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 5,8% (0,6 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (-3,0 p.p.).

A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 82,9% do PIB (R$11,1 trilhões) em agosto de 2026, aumento de 0,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

A evolução mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), da desvalorização cambial (0,1 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No ano, o aumento de 4,2 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (6,5 p.p.), das emissões líquidas de dívida (1,5 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-3,6 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.).

( da redação com informações de assessoria Edição: Política Real)