DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil será divulgado o resultado primário do Setor Público
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(Brasília-DF, 30/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasilserá divulgado o resultado primário do Setor Público.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1%), em compasso de espera pelo no índice de inflação PCE e pelo balanço da Micron. Na Europa, o Stoxx 600 opera perto da estabilidade (+0,1%), sustentado pelo setor de mineração. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) recuou 0,5%, pressionado pela venda de estrangeiros, o Nikkei 225 (Japão) subiu 1,4%, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial, enquanto na China, o CSI 300 avançou 0,3% e o Hang Seng ganhou 0,4%, na véspera do feriado do Dia Nacional.
O petróleo opera em alta, com o Brent subindo 1,1%, para próximo de US$ 97/barril, depois que Donald Trump negou negociações para alívio das sanções ao Irã. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com a Micron após o fechamento, Nike, e para o relatório de emprego de setembro, na sexta-feira.
Economia
Nos Estados Unidos, dirigentes do Fed (banco central) sinalizaram novas altas de juros, mas com ênfases distintas. Michael Barr afirmou que novos aumentos provavelmente serão necessários diante de riscos inflacionários maiores, enquanto John Williams disse não haver urgência para o próximo movimento, o que reduziu para cerca de 50% a probabilidade de alta em outubro. Paralelamente, segundo o Financial Times, Trump avalia medidas para conter a alta dos combustíveis, incluindo uma possível proibição das exportações de diesel. Na China, o PMI industrial voltou à zona de expansão em setembro.
Na agenda, o principal destaque internacional é o PCE dos Estados Unidos, indicador de inflação preferido do Fed, especialmente relevante diante da indefinição sobre nova alta de juros em outubro.
IBOVESPA +0,46% | 183.872 Pontos. CÂMBIO +0,14% | 5,21/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,5%, aos 183.828 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. Após uma abertura mais negativa, o índice ganhou força ao longo da tarde, sustentado pelas ações domésticas, em sessão de queda dos juros futuros e de posicionamento dos investidores às vésperas das eleições de domingo.
Azzas 2154 (AZZA3, +10,5%) liderou as altas em meio a especulações sobre uma possível transação envolvendo a Farm Rio, com o prazo para apresentação de propostas não vinculantes se aproximando do fim.
Já CSN (CSNA3, -9,9%) e CSN Mineração (CMIN3, -5,7%) registraram as maiores quedas do índice. A mineradora reduziu temporariamente a produção de minério de menor teor no Complexo Pires, cortou as projeções de produção e compras de terceiros para 2026 e elevou a estimativa de custos, citando o encarecimento do frete.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em direções mistas. Nos EUA, as Treasuries curtas devolveram parte da abertura após declarações do presidente do Fed de Nova York, John Williams, sinalizarem que não há urgência para novos aumentos de juros, apesar da possibilidade de mais um ajuste ainda neste ano, enquanto os vértices longos seguiram pressionados. A T-note de 2 anos encerrou a 4,89% (-3 bps), a T-note de 10 anos a 5,25% (+2 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,58% (+3 bps).
No mercado doméstico, a curva acompanhou o certo alívio observado no exterior ao longo do dia, mesmo com dados mais fortes do mercado de trabalho brasileiro, incluindo o Caged acima das expectativas. O movimento também foi favorecido pela queda dos preços do petróleo. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,55% (0 bp), o DI jan/29 a 13,76% (-14 bps) e o DI jan/31 a 13,94% (-11 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,47% (vs. 7,55%), a B35 a 7,58% (vs. 7,65%) e a B50 a 7,22% (vs. 7,30%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,09%, aos 3.740,56 pontos.
O desempenho dos segmentos foi predominantemente positivo ao longo da sessão. O segmento de multiestratégia/FOFs liderou os ganhos do dia, com valorização de 0,44%, seguido pelos fundos de recebíveis (+0,18%) e pelas lajes corporativas (+0,19%). Os fundos de tijolo avançaram 0,07% no agregado, refletindo o desempenho positivo de parte dos subsegmentos, enquanto os fundos híbridos e os ativos logísticos registraram leves recuos de 0,08%. Os fundos de shoppings encerraram o pregão estáveis.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSAF11 (+1,5%), BTCI11 (+1,4%) e BCRI11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TOPP11 (-1,7%), CYCR11 (-1,5%) e MCRE11 (-1,3%).
Economia
No Brasil, os dados de mercado de trabalho continuam a indicar resiliência, com perda gradual de fôlego. A taxa de desemprego permaneceu em 5,3%, e nossa estimativa mensal dessazonalizada atingiu mínima histórica, enquanto o Caged surpreendeu com criação líquida de 165,8 mil vagas. No fiscal, o Governo Central registrou déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto, melhor que o esperado, apoiado por receitas relacionadas ao petróleo. Ao mesmo tempo, a inadimplência do sistema financeiro atingiu novo recorde.
No Brasil, será divulgado o resultado primário do Setor Público, para o qual esperamos déficit de R$ 14,4 bilhões.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)