Fiscais de Auditores-Fiscais da Receita Federal, em apoio a MP das bets, diz que apesar da arrecadação de R$ 10 bi em 2025, a economia de Bens, Serviços e Turismo deixou de ver circular R$ 143,8 bilhões em dois anos
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(Brasília-DF, 25/09/2026) Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, em nota, diz que apesar da arrecadação das bets ter sido de R$ 10 bilhòes em 2025, estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que R$ 143,8 bilhões deixaram de circular no comércio em dois anos em decorrência das apostas.
Veja a íntegra da nota do Sindifisco:
Nota de apoio do Sindifisco Nacional ao pacote das Bets
O Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal), apoia as medidas legislativas anunciadas hoje (25) pelo Governo Federal que proíbem a atuação das plataformas de apostas eletrônicas. Os efeitos negativos na economia, no âmbito fiscal e na saúde da população causados pelo uso massivo das plataformas de apostas são evidentes.
Do ponto de vista orçamentário, deve-se considerar não apenas a arrecadação direta produzida pelo setor, mas o seu impacto econômico, fiscal e social mais amplo. Não se pode confundir arrecadação bruta com ganho fiscal. Em 2025, as bets geraram cerca de R$ 10 bilhões em receitas federais. Pelo outro lado, estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que R$ 143,8 bilhões deixaram de circular no comércio em dois anos em decorrência das apostas. Esse deslocamento do consumo também afeta bases tributárias relevantes, com potencial perda de arrecadação de ICMS estimada entre R$ 17 bilhões e R$ 24 bilhões no período. Afora os danos à saúde relacionados às apostas, que são estimados em R$ 30,6 bilhões por ano, considerando tratamentos e outros impactos decorrentes, entre eles os relacionados à depressão, à ansiedade e ao suicídio, que têm reflexos diretos no orçamento público.
A própria natureza econômica da atividade também deve entrar nessa avaliação. As apostas absorvem parcela significativa da renda disponível das famílias e apresentam baixa capacidade de devolver esses recursos à economia por meio da geração de renda e emprego. Estimativas apontam que a massa salarial do setor corresponde a cerca de 0,5% de seu faturamento.
Ou seja, a decisão de restringir as apostas é assertiva, inclusive, para potencializar a própria arrecadação. É evidente que os ganhos diretos produzidos são insuficientes para arcar com os prejuízos que a atividade produz.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)