31 de julho de 2025
BANCO MASTER

Ministro Cristiano Zanin nega abertura da CPI do Banco Master

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Cristiano Zanin. Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 23/09/2026) No âmbito do Mandado de Segurança(MS) 41.085, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liminar , a chamada segurança liminar, para determinar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso Master no Senado.

O Mandado de Segurança foi apresentado pelo senador Alessandro Viana (MDB-SE). Na decisão assinada ainda nessa terça-feira ,22, Zanin entendeu não ter ficado comprovada a omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao não instalar a CPI.  Veja AQUI a íntegra da decisão de 11 páginas.

O requerimento de abertura da CPI, que foi protocolado em 9 de março, prevê que sejam investigadas as relações entre os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master e investigado por corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.

Viana havia apontado que o requerimento preenche os requisitos necessários para a instalação da CPI, tendo 41 assinaturas, acima das 27 necessárias, por exemplo. Passados quase seis meses, contudo, o pedido não foi avaliado pela presidência do Senado.

Em sua decisão, Zanin destacou, porém, a existência de outros requerimentos ligados à mesma matéria, não sendo possível aferir, com as informações atuais, se o requerimento específico apontado por Viana é alvo de omissão.

Apesar de não reconhecer a omissão do presidente do Senado neste momento, Zanin ressalvou que a decisão poderá ser reavaliada após o envio de informações sobre o caso por Alcolumbre. O ministro destacou ser jurisprudência consolidada do STF o direito de as minorias parlamentares instalarem CPI.

Em nota, o senador Alessandro Vieira lamentou a decisão do ministro.

“A decisão do ministro Zanin é uma decepção, como aliás tem sido decepcionante a atuação do STF em geral. Sob ponto de vista formal, vamos juntar ainda mais informações e pedir que o ministro revise seu entendimento”, disse.

( da redação com informações de Agências. Edição: Política Real)