DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e sem divulgação de índices relevantes para o setor econômico nacional
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(Brasília-DF, 23/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call“ da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão perto da estabilidade e não há divulgação de dados econômicos relevantes para hoje.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,0%), em compasso de espera pelo PMI preliminar de setembro, após altas do Nasdaq nos últimos dias. Na Europa, o Stoxx 600 opera perto da estabilidade, com leve viés de baixa (-0,2%), sustentado pelos setores aeroespacial e de defesa, mesmo com a fraqueza em ações de consumo básico. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) subiu 0,9%, no quarto pregão consecutivo de alta, o Nikkei (Japão) perdeu 0,5%, enquanto na China, o CSI 300 perdeu 0,6% e o Hang Seng recuou 1,0%, em meio à cautela diante da cúpula entre Trump e Xi Jinping.
O mercado repercute a disparada da Meta Platforms, após o lançamento do agente de inteligência artificial Muse, o que ajudou a levar o Nasdaq a fechar em recorde. O petróleo opera em leve queda, com o Brent perto de US$ 98 por barril, depois que Estados Unidos e Irã sinalizaram avanços em conversas diplomáticas na ONU, aliviando temores de escalada. Os investidores direcionam o foco para a cúpula entre Trump e Xi Jinping em Washington nesta quinta e sexta-feira, com tarifas, terras raras e Taiwan na pauta, além da temporada de resultados, com divulgações esperadas de Costco e General Mills ao longo da semana.
Sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduziram o prêmio de risco no mercado de energia. Donald Trump classificou como “muito produtiva” a reunião entre representantes dos dois países em Nova York, enquanto surgiram notícias de que Teerã poderia reabrir o Estreito de Ormuz caso Washington suspenda o bloqueio aos portos iranianos. Nesse contexto, o Brent recua 1,8%, para US$ 98,5 por barril.
Na agenda, teremos apenas as leituras do índice de gerentes de compras (PMI) de serviços e composto referentes ao mês de setembro nos Estados Unidos.
IBOVESPA +0,44% | 187.422 Pontos. CÂMBIO +0,09% | 5,11/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,4%, aos 187.423 pontos. A queda do petróleo, diante de sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã, favoreceu o apetite por risco global e contribuiu para as ações brasileiras.
A ação da Suzano (SUZB3, +2,8%) avançou após a empresa anunciar reajustes nos preços da celulose. Na ponta negativa, Vivara (VIVA3, -4,4%) registrou a maior queda do índice, ao lado de outros papéis ligados ao consumo, como Natura (NATU3, -2,1%) e Raia Drogasil (RADL3, -1,8%).
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em leve queda, em movimento favorecido pelo alívio do cenário geopolítico. Nos EUA, as Treasuries fecharam sem direção única e com pequenos ajustes, com a T-note de 2 anos a 4,74% (-1 bp), a de 10 anos a 4,95% (0 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,29% (+1 bp), em meio a comentários de dirigentes do Fed reforçando uma postura mais rígida no combate à inflação.
No Brasil, a curva fechou, principalmente no vértice mais curto, com o DI jan/27 a 13,53% (-3 bps), o DI jan/29 a 13,68% (0 bp) e o DI jan/31 a 13,87% (-1 bp). Além do suporte externo, a ata do Copom foi interpretada como consistente com a possibilidade de novos cortes da Selic. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,49% (vs. 7,41%), a B35 a 7,62% (vs. 7,62%) e a B50 a 7,31% (vs. 7,33%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,41%, aos 3.746 pontos.
A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,52%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,54%) e pelos fundos de recebíveis (-0,37%). Os fundos de tijolo recuaram 0,44%, pressionados principalmente pelos fundos de shoppings (-0,42%), ativos logísticos (-0,41%) e lajes corporativas (-0,28%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram ICRI11 (+3,4%), FATN11 (+2,9%) e MFII11 (+2,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MCRE11 (-2,9%), VGIP11 (-2,7%) e ITRI11 (-2,3%).
Economia
No Brasil, a Ata do Copom reforçou os sinais de desaceleração da atividade e melhora da inflação, sem alterar o balanço de riscos ou a estratégia de política monetária. Entendemos que o documento mantém um novo corte de 0,25 p.p. em novembro como cenário mais provável. A arrecadação federal, por sua vez, permaneceu forte em agosto, apoiada sobretudo pelas receitas relacionadas ao setor de petróleo.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)