31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

QUAEST: Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula com 41% num segundo turno; Lula volta a crescer entre as mulheres e Flávio avança entre os mais ricos e os evangélicos

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Por Política Real com redes sociais
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Quaest simula segundo turno Foto: X de Felipe Nunes

(Brasília-DF, 21/09/2026) A mais nova pesquisa Quaest contratada pela TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 21, mostra um empate técnico no primeiro e no segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva( PT) e o senador Flávio Bolsonaro( PL-RJ)

Lula aparece com 37% e Flávio Bolsonaro surge com 33% no primeiro turno. No segundo turno Flávio Bolsonaro aparece com 42$ e Lula com 41%. Lula, no segundo turno avançou 1 ponto percentual.

Veja as postagens de Felipe Nunes, CEO da Quaest:  

Em nova pesquisa Quaest, Lula e Flávio aparecem, pela primeira vez, tecnicamente empatados no limite da margem de erro (37 x 33) em cenário de 1º turno. Cury continua oscilando pra baixo (6%). Os outros candidatos somam 9%. Indecisos são 8%; e 7% dizem que não vão votar em ninguém

Entre os muito interessados na eleição, Lula aparece com 43% e Flávio com 41% no 1º turno. Os outros candidatos somam 10%. A menos que todos esses eleitores de Outros migrem para os dois mais bem colocados, o que não parece razoável, a eleição vai para o 2º turno

No cenário de segundo turno mais provável, Flávio e Lula continuam empatados. O candidato do PL mantém os 42% (na margem pode chegar entre 40% e 44%), enquanto o candidato do PT oscila positivamente para 41% (podendo chegar entre 39% e 43%).

Entre as oscilações relevantes, destaco o movimento positivo de Lula entre as mulheres. Distancia Lula x Flávio que era de 3 pp na semana passada, foi para 7 pp nesta semana. Entre homens, situação estável.

Mas esse movimento entre mulheres não parece ter acontecido entre beneficiários do Bolsa Família. O anúncio do aumento do benefício pelo governo não funcionou, pelo menos por enquanto, para atrair mais intenção de voto nesse segmento.

Flávio mantem sua vantagem numérica ampliando, nesta semana, intenção de voto entre eleitores de renda alta. Foi um dos maiores movimentos pró-Flávio nesta semana. A vantagem que ele tinha para Lula era de 13 pp e agora foi para 20 pp.

Também chama atenção o aumento da vantagem de Flávio entre evangélicos. Enquanto a distância entre os dois continua estável entre católicos, Flávio aumenta a vantagem sobre Lula entre evangélicos de 23 pp para 30 pp.

Há um indicador que continua projetando esse empate entre os dois principais candidatos. O medo da continuidade do governo Lula continua empatado com o medo da volta da família Bolsonaro ao poder: 43 x 42.

Embora as intenções de voto ainda não tenham se alterado entre beneficiários do Bolsa Família, o medo da volta do Bolsonaro tem aumentado nesse segmento nos últimos 15 dias. Um sinal positivo para os interesses eleitorais do governo.

Há dois indicadores que ainda jogam contra o atual incumbente: primeiro, a aprovação do governo: 50% continuam dizendo que desaprovam o governo Lula, enquanto 44% aprovam. Lula precisa de, pelo menos, 46% de aprovação para chegar favorito na reta final da campanha

O resultado só não é mais desafiador para o presidente porque a comparação é com o governo anterior. Na comparação direta, 42% acham que Lula 3 é melhor e 42% acham que é pior do que foi o governo Bolsonaro.

A percepção sobre a vida econômica também joga contra o governo. Apenas 10% dos brasileiros afirmam que perceberam um aumento de renda superior ao custo de vida. Para 33% a renda não aumentou e 24% dizem que a renda aumentou menos que o custo de vida.

A favor de Lula está o percentual majoritário que acredita que ele vá vencer a eleição. É o bandwagon effect — ou “efeito adesão ao vencedor”. Quem parece que vai vencer tende a se expressar mais, o que acaba mobilizando mais gente em volta. Em eleições competitivas, expectativa de vitória funciona como capital político.

A crise do banco Master começa a produzir mudanças de percepção. O eleitorado deixa de criticar todo mundo e passa a ver efeito negativo sobre Bolsonaro (21%), o STF (16%) e Lula (11%).

Mas esse efeito é fruto de uma narrativa política. Do lado lulista, aumentou quem acredita que a família Bolsonaro seja a mais afetada pela crise. Do lado bolsonarista, aumentou quem coloca o peso sobre Lula e o STF. Ou seja, a crise começa a produzir narrativas políticas eficazes para mobilizar os dois lados.

A crise do Supremo, por sua vez, continua mobilizando eleitores. Embora a maioria diga que seu voto não será afetado pela crise, passou de 22% para 26% os que afirmam que a crise reforça a escolha presidencial atual.

Esse aumento, nesta semana, aconteceu especialmente entre o eleitorado de esquerda. Nos demais segmentos, estabilidade. Ou seja, a reação observada depois da última semana é claramente mais mobilizadora para Lula. Detalhe importante: 11% dos independentes estão pensando em mudar seu voto diante dessa crise.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 17 e 20/set; a margem de erro é de 2pp e o nível de confiabilidade de 95%. Registro no TSE: BR-06004/2026.

( da redação com informações do X de Felipe Nunes. Edição: Política Real)