31 de julho de 2025
DARK HORSE

PF cumpre mandados de busca e apreensão, em Operação Make Up, contra Karina da Gama e Mário Frias; por conta do uso de desvio de emendas para bancar o Dark Horse

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Por Politica Real com agências
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Karina da Gama da produtora do Dark Horse Foto: site do PT e Bruno Spada/ Ag. Câmara

(Brasília-DF, 10/09/2026)  Na manhã desta quinta-feira, 10, a Polícia Federal cumpre mandados de busca em operação relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, produtora do filme, são alvos da ação.

A medida foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino no âmbito da investigação que apura o desvio de recursos para o filme.

Esse inquérito apura suspeitas de que R$ 2 milhões destinados por Frias ao Instituto Conhecer Brasil, da empresária Karina Ferreira da Gama, possam ter sido usados, entre outras finalidades, para financiar a produção do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mário Frias em dia de plenário em comissão

A suspeita decorre da sobreposição entre os negócios dos dois. Frias é roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, enquanto Ferreira da Gama é dona da GoUp Entertainment, produtora responsável pelo longa.

Há duas investigações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o filme Dark Horse. Um desses casos, que está sob supervisão do ministro Flávio Dino, se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme.

Em nota, a PF diz que a Operação Make Up desta quinta-feira (10/09) apura o suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, a organização da sociedade civil.

Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados, segundo a PF. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendidos até julho deste ano.

Levantamentos financeiros identificaram, ainda de acordo com a polícia, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)