31 de julho de 2025
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DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção a STF, Banco Master e divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)

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Por Politica Real com agências
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Mercados com sinais mistos Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 10/09/2026)   A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” apontando que os mercados globais estão se direção clara e no Brasil o mercado está atento ao STF, Banco Master mas tem a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

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Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em direções opostas (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), com os investidores à espera do índice de preços ao produtor de agosto e ainda pressionados pela alta dos juros longos. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda de 0,1%, com telecomunicações, bancos e utilities entre os setores de melhor desempenho, em sessão de espera pela decisão do Banco Central Europeu. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: na China, o Hang Seng recuou 1,3% e o CSI 300 perdeu 0,5%, enquanto o Kospi (Coreia) caiu 0,3% e o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,2%.

O mercado acompanha a escalada entre Estados Unidos e Irã, depois que Teerã afirmou ter atingido embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O Brent avança 0,6%, para próximo de US$ 102/barril, sustentando as ações de energia. Nesse ambiente, o BCE deve elevar sua taxa básica em 25 pontos-base, movimento integralmente precificado, depois de a inflação da zona do euro atingir 3,3% em agosto. Nos EUA, o consenso espera alta de 0,3% na leitura mensal do PPI, e aguarda o CPI de agosto na sexta-feira. Alem disso, os investidores também direcionam o foco para os resultados de Oracle e Adobe ao longo da semana.

Os mercados acompanharão de perto hoje a inflação medida pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI), como uma prévia da inflação ao consumidor (CPI) que será divulgada amanhã. Alguns membros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizaram que esses dados serão fundamentais para a decisão sobre a política moneária na próxima semana.

Na Europa, espera-se amplamente que o Banco Central Europeu eleve as taxas de juros em sua política monetária hoje, a medida que seus membros acompanham atentamente o conflito prolongado no Oriente Médio. A expectativa é de um aumento de 0,25 pp na taxa de depósito, para 2,50%.

IBOVESPA -0,93% | 185.629 Pontos. CÂMBIO +0,24% | 5,09/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,9%, aos 185.629 pontos, devolvendo parte dos ganhos da véspera. A escalada das tensões no Oriente Médio elevou o Brent a mais de US$ 100 por barril, enquanto as taxas das Treasuries nos EUA seguem em tendência de alta, pressionando sobretudo as ações domésticas e sensíveis a juros. O cenário político local também adicionou cautela ao pregão.

Na ponta positiva, Vibra (VBBR3, +1,2%), Ultrapar (UGPA3, +1,0%) e Brava Energia (BRAV3, +0,9%) avançaram acompanhando a alta do petróleo.

Na ponta negativa, Tenda (TEND3, -6,0%) liderou as perdas, enquanto bancos e outras ações domésticas também recuaram, com Itaú Unibanco (ITUB4, -2,0%), Bradesco (BBDC4, -2,4%) e BTG Pactual (BPAC11, -2,4%).

Renda Fixa

Os juros futuros interromperam a sequência recente de fechamento e encerraram a sessão de ontem em alta. Nos EUA, o avanço do petróleo reforçou preocupações inflacionárias e elevou a curva de juros, enquanto o aumento das recompras de títulos pelo Tesouro também permaneceu no radar dos investidores. A T-note de 2 anos fechou a 4,43% (+4bps), a de 10 anos a 4,84% (+5bps) e o T-bond de 30 anos a 5,29% (+4bps).

No Brasil, a curva abriu em toda a extensão, com maior intensidade nos vencimentos mais longos, refletindo tanto o movimento externo quanto ao aumento de preocupações com a trajetória fiscal. O DI jan/27 encerrou a 13,58% (0bps), o DI jan/29 a 13,87% (+15bps) e o DI jan/31 a 14,10% (+19bps). A NTN-B fechou com a B29 a 7,72% (vs. 7,70%), a B35 a 7,71% (vs. 7,63%) e a B50 a 7,47% (vs. 7,42%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,44%, aos 3.744,75 pontos, movimento pressionado pelo ambiente de maior aversão a risco nos mercados internacionais, que contribuiu para um tom mais cauteloso entre os investidores ao longo da sessão.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,64%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,56%) e pelas lajes corporativas (-0,56%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,36%), enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,49%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,41%) e shoppings (-0,40%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram JSRE11 (+1,2%), HSAF11 (+1,0%) e RZTR11 (+0,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-5,0%), HCTR11 (-4,3%) e TGAR11 (-3,8%).

Economia

No Brasil, o governo anunciou novas medidas tributárias e de subvenção anunciadas para os combustíveis podem reduzir o IPCA em até 0,17 pp, segundo nossas estimativas. O impacto efetivo na inflação dependerá da ação final da Petrobrás sobre os preços do mercado doméstico.

Na agenda doméstica, os investidores continuarão acompanhando as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre investigações relacionadas ao Banco Master. No âmbito econômico, será divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho, para a qual projetamos um crescimento de 0,2% na comparação mensal e de 1,0% na comparação anual.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)