31 de julho de 2025
OPINIÃO

Isso virou tupiniquim demais!

Corre-se o risco de só se discutir STF até o final da campanha!

Por Genésio Araújo Jr
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Vai uma tuoiniquim aí!? Foto: Mercado Livre

(Brasília-DF) O horário eleitoral gratuito começou no 28 de agosto. Temos pouco mais de uma semana deste direito que a sociedade tem durante todas as disputas eleitorais.

Nacionalmente, se esboçou, mais na mídia, uma discussão sobre o chamado risco fiscal brasileiro, mas no geral, em meio a sabatinas e alguns debates, se falou mais do caso Lulinha, Dark Horse, Daniel Vorcaro. A crise no STF ganhou maior dimensão a partir da divulgação de 52 mensagens do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro dirigidas ao ministro Alexandre de Moraes e a evidente ação do ministro André Mendonça para intervir no processo.

Fica evidente que tanto o Congresso como a Procuradoria Geral da República(PGR) não deverão abrir processos contra ministros da Suprema Corte e surge a real possibilidade da própria Casa realizar algum tipo de controle, tanto sobre o ex-poderoso Alexandre de Moraes como sobre o novo-poderoso André Mendonça.

Na semana que vem teremos pesquisas eleitorais, já sob amplo impacto dos últimos acontecimento, sugerindo que o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro vire uma empate nominal com maior aproximação entre os dois na disputa em primeiro turno e um novo crescimento de Augusto Cury (Avante) aproveitando essa onda de que “todos estão enlameados”.

Tendo isso como parâmetro se questiona qual dos candidatos, que poderá ter condições de escolher até 4 novos ministros no mandato que se inicia em 2027 e se finda em 2030 - poderia melhor ajudar ao país?

Lula que já falou duas vezes sobre a crise do Supremo defende que o próprio STF resolva e já fala em Reforma do Judiciário. Lula tem contra si a rotina de indicar, nessa última fase, aliados políticos e não referências de seguimentos da sociedade como fez no passado.

Flávio Bolsonaro agora fala em defesa do STF, mas sua postura por anistia e escolher membros que sejam “contra o aborto” comete o mesmo erro do Lula de terceiro mandato pelas vias inversas.

Romeu Zema fez uma proposta que não é de Reforma do Judiciário, mas que ninguém deu atenção.

Ronaldo Caiado não esclarece sobre uma Reforma do Judiciário e chama atenção ao defender indicação de 4 mulheres.

Renan Santos veio com declarações afirmando que não se deve respeitar “decisão ilegal” do STF. Um bolsonarismo transverso vestido de juventude. Isso é pior que a insegurança jurídica que já temos.

Augusto Cury, o fato novo, defendeu nessa semana, num encontro com a Assembleia de Deus,  o fim da vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e estabelecer mandatos de oito anos. Seria um tipo de Reforma do Judiciário, pois isso teria implicação em todo o sistema judiciário nacional.

De agora em diante, corre-se o risco, após as próximas pesquisas, que o Brasil passe a discutir quem tem a melhor proposta de mudança no Supremo Tribunal Federal e do Judiciário.

Tudo muito relevante, mas ao vermos Donald Trump tomando o petróleo da Venezuela, uma China aguardando o que vai ocorrer nas eleições de novembro nos Estados Unidos para saber como vai moldar suas ações ao tempo que se espera os termos do iminente fim da guerra na Europa, entre Rússia e Ucrânia, imaginar que o nosso futuro só depende como vai ficar o STF, parece tupiniquim demais para o Brasil, uma das maiores economias do G20!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

 

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