31 de julho de 2025
EMPREGO E RENDA

Desocupação recuou e ficou em 5,3% no período, informa PNAD Contínua

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Por Política Real com assessoria
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PNAD contínua revelada Foto: site do IBGE

(Brasília-DF, 28/08/2026)    Na manhã desta quinta-feira, 27, o IBGE divulgou a sua PNAD contínua referente ao trimestre encerrado em julho que mostra que a taxa de desocupação ficou em 5,3% e com isso caiu 0,5 p.p. (ponto percentual) frente ao trimestre terminado em abril (5,8%) e recuou 0,3 p.p. ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%).

A população desocupada (5,8 milhões) diminuiu 8,0% (menos 503 mil pessoas) na comparação com o trimestre de fevereiro a abril (6,3 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 299 mil pessoas).

A população ocupada (103,3 milhões) foi a maior da série histórica, com alta de 1,0% no trimestre (mais 1,0 milhão de pessoas) e aumento de 0,9% no ano (mais 899 mil pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9% com variação de 0,5 p.p. no trimestre (58,4%) e ficou estável no ano (58,8%).

A taxa composta de subutilização (13,0%) caiu 0,8 p.p. frente ao trimestre anterior (13,8%) e teve queda de 1,1 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada (14,9 milhões) caiu 5,2% no trimestre (menos 819 mil pessoas) e recuou 7,7% no ano (menos 1,2 milhão de pessoas).

A população subocupada por insuficiência de horas (4,2 milhões) ficou estável (-0,3%) no trimestre (menos 12 mil pessoas) e recuou 7,4% no ano (menos 336 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,4 milhões) ficou estável (-0,3%) no trimestre (menos 170 mil pessoas) e cresceu 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 721 mil pessoas).

A população desalentada (2,3 milhões) caiu 9,7% no trimestre (menos 248 mil pessoas) e registrou queda de 14,1% no ano (menos 380 mil pessoas). O percentual de desalentados (2,1%) variou -0,2 p.p. no trimestre (2,3%) e -0,3 p.p. no ano (2,4%).

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre (0,4%) e no ano (0,8%). O número de empregados sem carteira no setor privado (13,8 milhões) cresceu 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas) e ficou estável (2,1%) no ano (mais 283 mil pessoas). Com esses resultados, o contingente de empregados no setor privado também foi o maior da série (53,2 milhões de pessoas).

O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre (0,3%) e no ano (0,6%). Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) ficou estável (-0,4%) no trimestre (menos 23 mil pessoas) e recuou 4,2% no ano (menos 236 mil pessoas).

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,2% (ou 38,1 milhões) no trimestre encerrado em abril e 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre de maio a julho de 2025.

Rendimento

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.762) ficou estável no trimestre (-0,7%) e cresceu 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 383,5 bilhões) foi a maior da série, com estabilidade (0,2%) no trimestre (mais R$ 904 milhões) e crescimento de 4,1% (mais R$ 15,1 bilhões) no ano.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de maio a julho foi estimado em 109,2 milhões de pessoas, a maior da série, com alta de 0,5% (mais 499 mil pessoas) quando comparada com o trimestre de fevereiro a abril. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 0,6% (mais 600 mil pessoas).

A ocupação por grupamentos de atividade do trimestre de maio a julho, em relação ao trimestre de fevereiro a abril, aumento somente no grupo Construção (5,1%, ou mais 371 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa. Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2025 houve aumento nos grupamentos de Construção (4,2%, ou mais 308 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (5,4%, ou mais 321 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,3%, ou mais 438 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,0%, ou menos 229 mil pessoas).

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre de maio a julho, em relação ao trimestre de fevereiro a abril, ficou estável em todas as categorias. A exceção foi o grupo Alojamento e alimentação, que recuou 5,1% (menos R$ 128). A comparação com o trimestre de maio a julho de 2025 mostrou aumento nas seguintes categorias: Indústria (4,7% ou mais R$ 163), Outros serviços (6,6% ou mais R$ 185) e Serviços domésticos (4,1% ou mais R$ 58). Os demais grupamentos ficaram estáveis.

Já os resultados desse mesmo tipo de rendimento, por posição na ocupação, apresentaram estabilidade em todas as posições no trimestre de maio a julho em relação ao trimestre de fevereiro a abril. Já na comparação com o trimestre de maio a julho de 2025, houve aumento nas seguintes categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (2,5% ou mais R$ 83), Trabalhador doméstico (4,1% ou mais R$ 58) e Conta-própria (4,1% ou mais R$ 124).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)