DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil dados de conta corrente, Investimento Direto no País (IDP) e PNAD Contínua
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(Brasília-DF, 27/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil dados de conta corrente, Investimento Direto no País (IDP) e PNAD Contínua.
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Nesta quinta-feira (27), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +1%), impulsionados pelo balanço da Nvidia divulgado após o fechamento de ontem, que superou as expectativas. Na Europa, o movimento é de queda, com o Stoxx 600 recuando -0,2%, em um pregão de cautela antes do Simpósio de Jackson Hole. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única: o Kospi (Coreia) avançou 1,5%, o Nikkei 225 (Japão) ganha 0,4% e, na China, o CSI 300 subiu 0,9%, enquanto o Hang Seng recuou 0,3%.
O tema dominante é o resultado da Nvidia, cujas ações sobem cerca de 7% no pré-mercado após a companhia projetar receita de US$ 108 bilhões para o trimestre, acima dos US$ 104,2 bilhões estimados pelo consenso, e anunciar a ampliação da parceria com a Amazon Web Services. No campo macro, os juros dos Treasuries de 10 anos cedendo 2 bps, um dia depois de o índice PCE mostrar inflação ainda elevada. O petróleo opera em leve alta, com o Brent próximo de US$ 87/barril, impulsionando as ações de energia. Os investidores também direcionam o foco para o discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole nesta sexta-feira, além dos resultados de Marvell e Dollar General.
Economia
Nos Estados Unidos, o PCE de julho veio acima do esperado e permaneceu em 3,7% em 12 meses, mantendo vivo o debate sobre uma eventual alta de juros pelo Fed (banco central). No mercado de petróleo, os preços recuaram levemente em meio a sinais de avanço diplomático em Ormuz, embora riscos de oferta sigam presentes.
IBOVESPA +0,01% | 174.586 Pontos. CÂMBIO +0,22% | 5,15/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (26) próximo da estabilidade, com leve alta de 0,01%, aos 174.586 pontos. O índice chegou a avançar quase 1,0% ao longo da sessão, impulsionado pelo IPCA-15 de agosto, que veio abaixo do esperado. O movimento, porém, perdeu força ao longo do pregão.
As varejistas Magazine Luiza (MGLU3, +3,74%) e Vivara (VIVA3, +2,85%) foram os destaques positivos do dia. Na ponta negativa, Brava Energia (BRAV3, -2,64%) recuou, acompanhando a queda do petróleo Brent.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quarta-feira com direções mistas. Nos EUA, a inflação (PCE) mais resistente reforçou a cautela em relação à condução da política monetária pelo Fed, levando a curva a encerrar com a T-note de dois anos a 4,22% (+4bps), a T-note de 10 anos a 4,65% (+2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,17% (+1bp). No Brasil, o IPCA-15 pressionou as taxas para baixo na abertura, mas a aceleração dos serviços subjacentes e o avanço dos rendimentos das Treasuries limitaram o movimento. A curva DI encerrou com o DI jan/27 a 13,67% (-1bp), o DI jan/29 a 14,11% (+5bps) e o DI jan/31 a 14,34% (+5bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 8,11% (vs. 8,05%), a B35 a 7,92% (vs. 7,91%) e a B50 a 7,49% (vs. 7,50%).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta quarta-feira com leve queda de 0,08%, aos 3.697,78 pontos, em linha com o comportamento dos juros futuros, que permaneceram próximos da estabilidade diante da reação dos investidores a dados de inflação mais fortes nos EUA e deflação do IPCA-15 de agosto.
O desempenho dos segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis ficaram praticamente estáveis (-0,02%), enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs avançou 0,15%. Entre os fundos de tijolo, o resultado agregado foi levemente negativo (-0,11%), pressionado principalmente pelas quedas em lajes corporativas (-0,46%), fundos de shoppings (-0,19%) e ativos logísticos (-0,12%). Já os fundos híbridos registraram recuo de 0,22%.
Entre as maiores altas do dia, destacaram-se o MFII11 (+9,5%), CYCR11 (+1,9%) e SNCI11 (+1,8%). Por outro lado, as maiores quedas ficaram por conta de HGRE11 (-4,2%), CACR11 (-3,5%) e HCTR11 (-2,9%). Os FIIs de tijolo, que representam 38,4% da composição do IFIX, registraram queda média de 0,11% no pregão.
Revisamos nossa projeção para a taxa Selic no fim de 2026 de 14,00% para 13,25%, diante de evidências de desaceleração da atividade e desinflação mais cedo do que esperávamos. O IPCA-15 de agosto reforçou essa leitura ao recuar 0,40% no mês, abaixo das expectativas, embora os serviços mais persistentes sigam pressionados. Ao mesmo tempo, o Tesouro revisou a composição esperada da dívida pública, aumentando a participação de títulos indexados à Selic, enquanto a proposta de salário mínimo de R$ 1.741 para 2027 pode elevar as despesas obrigatórias em cerca de R$ 49,6 bilhões.
Na agenda, destaque para os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos. No Brasil, serão divulgados os dados de conta corrente, Investimento Direto no País (IDP) e PNAD Contínua.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)