31 de julho de 2025
ECONOMIA

Confiança do Consumidor recuou em agosto, informa FGV-IBRE; índice recua pelo quarto mês consecutivo

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Por Política Real com assessoria
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FGV-IBRE divulga do seu ICC Foto: site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 25/08/2026) Na manhã desta terça-feira, 25, o FGV-IBRE divulgou o seu Índice de Confiança do Consumidor (ICC) que recuou 3,6 pontos em agosto, para 84,7 pontos, menor nível desde novembro de 2022 (83,5 pontos). Na média móvel trimestral, o índice cedeu 1,4 pontos, para 87,2 pontos.

“A quarta queda seguida da confiança dos consumidores sinaliza uma piora no humor das famílias com relação à economia, refletida pela deterioração das expectativas para o futuro e uma percepção mais desfavorável sobre o momento presente. O resultado foi homogêneo entre as faixas de renda. No mês, houve forte recuo do indicador de compra previstas de bens duráveis e do indicador que mede a percepção sobre a situação financeira futura das famílias, refletindo as difíceis condições financeiras dos consumidores, que se encontram altamente endividados e inadimplentes, somado a um contexto de taxa de juros elevadas. A queda da confiança nos últimos meses parece sinalizar uma desaceleração do consumo das famílias para o segundo semestre deste ano, a despeito da manutenção de um forte mercado de trabalho”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV.

A queda do ICC de agosto foi influenciada pela piora de ambos os quesitos. Índice de Expectativas (IE) recuou 5,4 pontos, para 86,1 pontos, menor nível desde julho de 2022 (85,6 pontos) e o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,6 ponto, para 83,8 pontos.

Entre os quesitos do IE, o indicador de compras previstas de bens duráveis recuou 10,0 pontos, para 74,7 pontos, menor nível desde julho de 2022 (68,1 pontos), seguido pelo indicador de situação financeira futura da família que recuou 4,6 pontos, registrando 82,9 pontos, menor nível desde agosto de 2025 (79,3 pontos). Na mesma direção, porém de forma mais moderada, o indicador de situação econômica local futura cedeu 0,6 ponto no mês, para 103,3 pontos. Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de situação financeira atual da família caiu 1,2 pontos, para 74,3 pontos, enquanto o indicador de situação econômica local atual ficou praticamente estável ao ceder 0,1 ponto, para 93,6 pontos, alcançando o menor nível desde setembro de 2025 (93,4 pontos).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)