DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil a FGV divulgará a Sondagem do Consumidor de agosto
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(Brasília-DF, 25/08/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimento apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, a FGV divulgará a Sondagem do Consumidor de agosto.
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Nesta terça-feira (25), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,8%), recuperando parte das perdas da véspera, pressionados pela queda das ações de semicondutores. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, aguardando os eventos de maior peso da semana. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única: o Kospi (Coreia) avançou 0,7%, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,3%, enquanto na China, o CSI 300 recuou 0,2% e o Hang Seng (Hong Kong) operou próximo da estabilidade.
O mercado acompanha o recuo dos rendimentos dos Treasuries, depois que o Tesouro americano sinalizou que pode usar sua conta geral, de cerca de US$ 1 trilhão, para financiar a ampliação das recompras de títulos longos, numa tentativa de conter a pressão na ponta longa da curva, onde a taxa de 30 anos está no maior nível em duas décadas. Em paralelo, Donald Trump ameaçou dobrar para 50% as tarifas sobre automóveis, caminhões, autopeças e aço canadenses, e o primeiro-ministro Mark Carney afirmou que Ottawa responderá na mesma medida, com tarifas retaliatórias a partir de 8 de setembro. Os investidores também direcionam o foco para o balanço da Nvidia e para o índice de preços PCE de julho, o indicador preferido do Federal Reserve (banco central dos EUA), ambos na quarta-feira, além do discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, na sexta-feira.
Em relação ao noticiário geopolítico, destaque para o plano do Secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, de isolar o Irã da economia global. Bessent ameaçou punição econômica a qualquer país que mantenha negócios com o Irã, no que descreveu como uma campanha de “Dia D econômico” para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Na agenda internacional desta terça-feira, o destaque será o relatório de empregos semanal ADP dos Estados Unidos.
IBOVESPA +0,51% | 171.907 Pontos. CÂMBIO +0,16% | 5,15/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (24) em alta de 0,5%, aos 171.907 pontos, impulsionado principalmente pelo setor de mineração. Vale (VALE3, +2,8%) avançou com a alta do minério de ferro, em meio à expectativa de novos estímulos na China. O movimento compensou parcialmente a forte queda de Petrobras (PETR4, -4,9%; PETR3, -4,9%), que acompanhou o recuo do petróleo no exterior.
Na ponta positiva, Yduqs (YDUQ3, +12,8%) liderou os ganhos do índice depois de confirmar conversas iniciais com a Afya sobre uma possível combinação de negócios entre as duas companhias de educação.
Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -6,7%) recuou, após a companhia entrar com um pedido de recuperação extrajudicial.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a segunda-feira com direções mistas. Nos EUA, a curva dos Treasuries encerrou com a T-note de dois anos a 4,24% (+5 bps), a T-note de 10 anos a 4,70% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,23% (+4 bps), com os investidores acompanhando os planos do Departamento do Tesouro para financiar compras de títulos e à espera da divulgação do PCE. No Brasil, com ausência de catalisadores domésticos e a manutenção das incertezas sobre o cenário político e fiscal, a curva DI encerrou com o DI jan/27 a 13,70% (0 bp), o DI jan/29 a 14,16% (-1 bp) e o DI jan/31 a 14,42% (-2 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 8,05% (vs. 7,97%%), a B35 a 7,91% (vs. 7,91%) e a B50 a 7,52% (vs. 7,51%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,11%, aos 3.677,98 pontos.
O desempenho dos segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,17%, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,23%. Entre os fundos de tijolo, o desempenho agregado foi praticamente estável (-0,07%), com leve alta em lajes corporativas (+0,16%) compensando as quedas observadas em shoppings (-0,32%) e ativos logísticos (-0,14%). Já os fundos híbridos apresentaram a maior baixa do dia, com recuo de 0,98%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+6,2%), WHGR11 (+4,1%) e VCJR11 (+3,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-3,6%), TGAR11 (-2,4%) e ITRI11 (-2,3%).
Economia
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central não trouxe mudanças relevantes. A mediana das projeções para o IPCA de 2027 subiu ligeiramente de 4,24% para 4,25%, enquanto as projeções para a inflação de 2026 e 2028 permaneceram em 5,02% e 3,80%, respectivamente. Por sua vez, a mediana das expectativas para o crescimento real do PIB este ano recuou de 1,98% para 1,95%. O mercado continua a projetar a taxa Selic em 13,75% no final de 2026, 12,00% no final de 2027 e 10,50% no final de 2028.
No Brasil, a FGV divulgará a Sondagem do Consumidor de agosto.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)