31 de julho de 2025
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Lula conversou com Donald Trump ao telefone e disse que as tarifas seriam infundadas e que Trump propôs retomada de negociações entre os dois países, Estados Unidos e Brasil

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Por Politica Real com agências
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Donald Trump e Lula ao telefone Foto: Montagem Política Real

(Brasília-DF, 21/08/2026)  Nesta sexta-feira, 21,  pela manhã, segundo a Secretaria de Comunicação Social do governo brasileiro os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, mantiveram um telefonema. De acordo com uma nota oficial, a conversa transcorreu "em tom amistoso e cordial".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instou Donald Trump a retomar as negociações sobre as tarifas dos EUA sobre o Brasil durante uma ligação telefônica nesta sexta-feira, buscando acalmar as relações com Washington antes das eleições de outubro do país.

Lula disse a Donald Trump, segundo nota, que são "infundadas" as alegações usadas pelo governo dos EUA para impor novas tarifas a produtos brasileiros, ressaltando que as barreiras prejudicam ambas as economias.

Trump, segundo nota, disse que “que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível”.

Conflitos internacionais

Ao longo do diálogo, os chefes de Estado discutiram os conflitos globais, ''em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio''. Para o primeiro, concordaram sobre a importância de encontrar uma solução negociada.

Lula renovou suas críticas ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e voltou a sugerir, como já havia feito com os presidentes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, "a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais".

"O Presidente Lula afirmou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos", afirma o Planalto. Trump, por sua vez, "teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã".

Segurança pública

Em diálogo sobre outro tema sensível, o mandatário brasileiro reiterou seu interesse em cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado e aproveitou a oportunidade para criticar, mais uma vez, a decisão de Washington de classificar facções criminosas do país como grupos terroristas.

"Lula argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas. Afirmou que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las", lê-se na nota, que destaca iniciativas de inteligência e a aprovação da Lei Antifacção.

Comércio

No âmbito das relações comerciais, Lula classificou como "infundadas" as justificativas apresentadas por Washington ao aplicar novas tarifas comerciais ao Brasil. Durante o telefonema, enfatizou que as medidas são prejudiciais aos dois países e afirmou que "seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países", relembrando a importância dos laços entre Brasil e EUA.

"O Presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível", finaliza a nota.

Veja a íntegra do texto:

Nota à imprensa sobre o telefonema com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O Presidente Lula telefonou esta manhã, dia 21 de agosto, para o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa, que durou uma hora e vinte minutos, abordou temas do relacionamento bilateral e da agenda global. A ligação transcorreu em tom amistoso e cordial. 

Sobre a recente imposição de novas tarifas ao Brasil em decorrência das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o Presidente Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas. Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. Reiterou a importância de trabalhar juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

O Presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível.  O Presidente Lula reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. Lula argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.  Afirmou que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las. Informou sobre a estratégia do país de asfixiar financeiramente a criminalidade, que já resultou na apreensão de cerca de 17 bilhões de reais, e sobre os planos de transformar 138 presídios em prisões de segurança máxima. Também comentou sobre a aprovação da Lei Antifacção, que facilita a apreensão de bens e passaportes, bem como sobre a proposta de emenda constitucional que amplia o papel do governo federal na área de segurança pública em colaboração com os Estados da federação. Também mencionou o estabelecimento do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, que reúne oficiais de todos os países amazônicos. O Presidente Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos nessa área. 

Os dois Presidentes trocaram impressões sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. O Presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã. O Presidente Lula lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU e, a exemplo do que sugerira aos Presidentes Xi Jinping e Putin, propôs a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais. O Presidente Lula afirmou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)