31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil sem dados econômicos relevantes

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Por Politica Real com agências
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Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 21/08/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil sem destaques de índices relevantes.

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Nesta sexta-feira (21), os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%), com os investidores à espera de mais detalhes do plano de guerra econômica de Donald Trump contra o Irã e ainda pouco convencidos de que a ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro basta para conter os juros longos. Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade, em alta de 0,2%, impulsionado principalmente pelos setores de mineração e bancos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 0,9%, o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,8%, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,6% e o Hang Seng ganhou 1,2%.

O mercado segue dominado pela pressão nos Treasuries. A escalada dos juros longos pressionou as ações ligadas a inteligência artificial, como Nvidia e SpaceX. No campo geopolítico, o Brent segue próximo de US$ 93/barril, sustentado pela ameaça de Trump de impor consequências econômicas a qualquer país que negocie com o Irã, o que coloca a China no centro das atenções; o secretário Scott Bessent detalha o plano de isolamento de Teerã na segunda-feira. Os investidores também direcionam o foco para os PMIs preliminares e resultados da Nvidia na próxima semana

Econmia

Os Estados Unidos anunciaram que irão intensificar a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções previstas para serem detalhadas na próxima semana. A ausência de avanços diplomáticos e as incertezas no Estreito de Ormuz levaram o petróleo à quinta sessão consecutiva de alta.

Na Zona do Euro, o PMI Composto subiu para 52,1 em agosto, ante 52 em julho, o maior nível desde novembro. As pressões de preços continuaram arrefecendo, mas a inflação ainda em 2,9% mantém a expectativa de alta de 25 pontos-base nos juros pelo BCE em setembro.

No mercado de trabalho americano, os pedidos de auxílio-desemprego recuaram e permaneceram em níveis baixos, reforçando a leitura de estabilidade, apesar da moderação recente das contratações.

 

Na China, as importações cresceram 22% nos primeiros sete meses do ano, refletindo os esforços de Pequim para ampliar a abertura comercial. Ainda na Ásia, a inflação subjacente ganhou força no Japão, reforçando as expectativas de alta de juros pelo BoJ (banco central) em setembro, enquanto os preços ao produtor recuaram na Coreia do Sul.

IBOVESPA +0,06% | 167.927 Pontos.   CÂMBIO +0,32% | 5,19/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (20) em alta de 0,06%, aos 167.927 pontos, praticamente estável em relação ao fechamento anterior. O resultado foi uma divergência marcada entre exportadores, que fecharam no positivo, e domésticos, que fecharam no negativo, limitando o índice a um ganho tímido.

Na ponta positiva, Marcopolo (POMO4, +6,46%) avançou depois de aprovar o pagamento de dividendos de R$ 0,13 por ação e um novo programa de recompra de até 49 milhões de ações preferenciais.

Por outro lado, Gerdau (GGBR4, -3,44%) recuou, reagindo ao anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos (EUA) e Canadá para reduzir tarifas sobre o aço canadense, o que acendeu o temor de maior concorrência de aço no mercado americano.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quinta-feira em alta. Nos EUA, a T-note de dois anos encerrou a 4,18% (+2bps), a T-note de 10 anos a 4,70% (+5bps) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+6bps). O mercado voltou a pressionar os rendimentos dos títulos americanos após avaliar que o programa de recompra de Treasuries anunciado pelo Tesouro dos EUA tem alcance limitado frente ao volume da dívida pública, que ultrapassou US$ 40 trilhões, enquanto declarações divergentes de dirigentes do Federal Reserve, o banco central americano, mantiveram as incertezas sobre a trajetória dos juros. No Brasil, o DI jan/27 encerrou a 13,73% (+1bp), o DI jan/29 a 14,28% (+8bps) e o DI jan/31 a 14,58% (+8bps). Apesar da ausência de gatilhos domésticos relevantes, as taxas locais foram pressionadas pela piora do cenário internacional e pela alta do petróleo, embora o mercado continue projetando espaço para um novo ajuste de 25 bps na Selic. A curva NTN-B recuou levemente, com a NTN-B 2029 a 8,00% (vs. 8,05%), a NTN-B 2035 a 7,96% (vs. 7,97%) e a NTN-B 2050 a 7,55% (vs. 7,54%).

 

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,93%, aos 3.647,48 pontos.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-1,79%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-1,18%) e pelos fundos de recebíveis (-0,82%). Os fundos de tijolo recuaram 0,70%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,80%), lajes corporativas (-0,72%) e shoppings (-0,29%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+11,6%), VRTM11 (+1,6%) e TOPP11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-5,4%), TGAR11 (-5,1%) e MCRE11 (-4,8%).

No Brasil, o governo ampliou o programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos, elevando o teto de financiamento para R$ 200 mil e expandindo o número de veículos elegíveis.

A agenda de hoje está vazia, nenhum indicador relevante a ser divulgado no Brasil ou no exterior.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)