DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil haverá divulgação do IPCA de setembro
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(Brasília-DF, 05/10/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve queda e no Brasil destaque para IPCA de setembro durante a semana.
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Nesta segunda-feira (5), os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), devolvendo parte do rali da última sexta-feira, quando o S&P 500 subiu 0,7% após dados fracos de emprego reduzirem as apostas em novas altas de juros pelo Fed, com o Treasury de 10 anos em 5,28% ainda no radar. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve alta de 0,2%. Na Ásia, os mercados fecharam em alta: o Nikkei 225 (Japão) opera próximo a estabilidade, e o Hang Seng (Hong Kong) ganhou 0,3%.
O mercado repercute a aquisição da americana PTC pela Schneider Electric, em uma operação de US$ 22,6 bilhões (US$ 205 por ação), com as ações da francesa recuando perto de 10%. O petróleo opera com o Brent estável perto de US$ 102/barril, à medida que as exportações de petróleo do Oriente Médio aumentam e o G7 avança na liberação de estoques, depois que a Opep+ manteve inalteradas as metas de produção para novembro. O envio de um terceiro porta-aviões americano ao Oriente Médio segue no radar. Os investidores também direcionam o foco para a ata da última reunião do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e para os PMIs de serviços e do ISM, além da agenda de resultados, com divulgações esperadas de PepsiCo e Delta Air Lines ao longo da semana.
Nos Estados Unidos, os dados do mercado de trabalho de setembro publicados na última sexta-feira ficaram abaixo do esperado: a economia registrou criação de apenas 29 mil vagas (ante 90 mil esperados), acompanhados por revisões baixistas dos meses anteriores, alta do desemprego para 4,2% e moderação dos salários. A leitura reduziu a possibilidade de nova alta de juros pelo Fed em outubro, embora este ainda seja um cenário possível.
IBOVESPA +2,63% | 192.115 Pontos. CÂMBIO -0,08% | 5,21/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 4,7% em reais e de 4,2% em dólares por conta da depreciação de 0,6% do real, aos 192.115 pontos.
Hapvida (HAPV3, +24,6%) foi o destaque positivo da semana após dados mostrarem queda de 37% nas novas ações judiciais contra o sistema de saúde privado em agosto.
Por outro lado, Santander (SANB3, -5,6%) foi o destaque negativo, acompanhando a queda das ações da controladora espanhola, que reduziu o valor implícito da oferta de permuta pelos papeis da subsidiária brasileira.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos (EUA) e Brasil. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries seguiram em alta, em meio ao petróleo elevado, à resiliência da atividade e às preocupações fiscais, com os títulos longos renovando máximas de mais de duas décadas. A T-note de dois anos encerrou a 4,83% (-2 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 5,28% (+12 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,63% (+14 bps). No Brasil, a curva doméstica apresentou fechamento, especialmente nos vértices intermediários, diante de sinais de desaceleração da atividade e da redução dos prêmios de risco relacionados ao cenário eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,51% (-4 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 13,69% (-14 bps) e o DI jan/31 a 13,92% (-1 bp). A NTN-B também apresentou fechamento nos vértices mais longos, com a B29 a 7,46% (vs. 7,49%), a B35 a 7,65% (vs. 7,60%) e a B50 a 7,27% (vs. 7,31%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (2) em alta de 0,43%, aos 3.772,09 pontos. Às vésperas do 1º turno das eleições, o índice encerrou o acumulado da semana em alta de 0,81%. Entendemos que parte desse movimento pode estar associada a uma reação defasada da classe em relação a outros ativos de risco domésticos, que apresentaram desempenho positivo em setembro, favorecidos pelo fechamento das curvas de juros, ante queda de 0,2% do IFIX no mês. O movimento também pode ter sido influenciado positivamente pela principal data mensal de anúncio de dividendos dos FIIs, ocorrida na última quarta-feira, último dia útil do mês.
Historicamente, o IFIX não exibe um padrão consistente de comportamento no período pré-eleitoral e, nos ciclos com 2º turno, a volatilidade tende a recuar até a definição do pleito, retornando a níveis próximos aos observados antes do processo eleitoral, sem evidências de mudanças estruturais no comportamento do indicador. Esse histórico reforça, na ausência de uma quebra estrutural, o caráter relativamente mais defensivo da classe diante das incertezas associadas ao pleito (link).
Os ganhos foram disseminados entre a maior parte dos segmentos acompanhados durante o pregão de sexta-feira. O segmento de multiestratégia liderou a sessão, com avanço de 0,92%, seguido pelos ativos logísticos (+0,73%), pelos fundos de shoppings (+0,68%) e pelos fundos híbridos (+0,44%). Os fundos de recebíveis também encerraram o dia no campo positivo, com alta de 0,24%, enquanto os fundos de tijolo avançaram 0,60% no agregado. Na outra ponta, as lajes corporativas recuaram 0,25% e os fundos de fundos registraram queda de 0,10%.
Entre os destaques positivos, sobressaíram HGCR11 (+2,3%), KNHF11 (+2,0%) e RBRX11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRR11 (-2,6%), BCRI11 (-2,4%) e CACR11 (-1,7%).
Economia
No Brasil, Flávio Bolsonaro venceu o 1º turno da eleição presidencial, superando o atual presidente, Lula da Silva, mas sem alcançar a maioria absoluta necessária para garantir a vitória imediata. A média das pesquisas sugeriam uma vitória de Lula por uma pequena margem. Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Haverá um 2º turno entre os dois candidatos em 25 de outubro. Candidatos de direita também venceram a maioria das disputas para governadores estaduais decididas no primeiro turno, bem como as vagas em disputa no Senado (dois terços das 81 cadeiras foram renovadas na eleição de ontem);
Na agenda da semana, destaques para a ata da última reunião de política monetária nos EUA e para o IPCA de setembro, no Brasil.
( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)