China, através Relações Exteriores, diz que fala de Donald Trump visa difamar o país
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(Brasilia-DF, 17/07/2026) Nesta sexta-feira, 17, Pequim rejeitou as alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a China teria interferido nas eleições americanas.
"As alegações dos EUA não têm fundamento factual e visam difamar a China", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, a repórteres em Pequim.
Trump alegou na noite da quinta-feira que, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China obteve registros de 220 milhões de eleitores americanos, classificando o episódio como a "maior violação de dados eleitorais da história".
Em um pronunciamento à nação em horário nobre, Trump anunciou a desclassificação de informações de inteligência que, segundo ele, evidenciavam interferência estrangeira generalizada e vulnerabilidades graves nos sistemas eleitorais dos EUA.
No entanto, Lin afirmou que acusações semelhantes "já foram comprovadas, há muito tempo, como infundadas".
"A China adere ao princípio da não interferência nos assuntos internos de outros Estados. A China não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e jamais o fez", disse ele.
Em contrapartida, Lin questionou "quem tem interferido de forma arbitrária nos assuntos internos de outros países, realizado vigilância indiscriminada de governos, empresas e do público em geral ao redor do mundo por um longo período e comprometido dados de cidadãos de outras nações em larga escala".
Os EUA realizarão eleições de meio de mandato em novembro deste ano.
Citando um relatório da CIA, Trump havia dito que, em meados de 2018 — durante seu primeiro mandato —, a política do Partido Comunista Chinês consistia em "mobilizar todos os elementos internos e externos" que lhe faziam oposição, em um esforço para reduzir a votação que ele obteria nas eleições de 2020, forçá-lo a renunciar ou impedir sua reeleição.
( da redação com informações da Anadolu English. Edição: Política Real)