31 de julho de 2025
TARIFAÇO

Setor industrial, ao avaliar o tarifaço, fala em extrema preocupação, fala das 429 novas exceções no setor industrial

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Por Politica Real com agências
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( reeditado) 

(Brasília-DF, 17/07/2026) Nesta sexta-feira, 17, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou sua “extrema preocupação com a adoção da tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre 4 mil produtos brasileiros”.

Na decisão final do governo norte-americano foram incluídas 429 novas exceções, como ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café instantâneo. Mesmo assim, a sobretaxa atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 26,2%, e compromete a competitividade da indústria nacional em um dos seus principais mercados. A medida começa a valer já no dia 22 de julho.

As novas exceções consideradas pelo governo norte-americano reduziram US$ 2,3 milhões de possíveis prejuízos para a indústria brasileira. O resultado reflete, entre outros fatores, as articulações dos setores produtivos dos dois países que participaram das consultas e audiências públicas promovidas pelo USTR.

"A ampliação da lista de produtos isentos representa um alívio para alguns setores da indústria brasileira e demonstra que o trabalho técnico e o diálogo conduzidos pelo setor produtivo produziram efeitos práticos. É um avanço importante, mas ainda distante do cenário ideal que buscamos. Agora, precisamos concentrar esforços nos demais segmentos que continuarão sujeitos à sobretaxa e enfrentarão perdas de competitividade no mercado norte-americano. Não podemos esquecer que ainda existe outra investigação americana que pode incluir uma nova tarifa nos produtos brasileiros. O momento exige que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja intensificado para que possamos construir soluções que preservem uma relação comercial estratégica”, reforça o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Desde o anúncio das propostas, a CNI atuou em defesa do diálogo e da negociação entre Brasil e Estados Unidos. Na última semana, em parceria com a Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce, a entidade encaminhou uma carta aos governos brasileiro e norte-americano propondo uma nova rodada de negociações para evitar a aplicação das tarifas e preservar a relação comercial bilateral.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, também enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo que haja mais canais de diálogo entre os setores produtivos dos dois países como caminho para superar as divergências.

A CNI seguirá monitorando os desdobramentos das medidas junto às autoridades e ao setor produtivo brasileiro e norte-americano para defender soluções que restabeleçam a previsibilidade, preservem o comércio bilateral e reduzam os impactos para a indústria de ambos os países.

( da redação com informações da Ag. CNI. Edição: Política Real)