DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil atenção voltadas para o IPCA de agosto
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(Brasília-DF, 08/09/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve queda e no Brasil atenção voltadas para o IPCA de agosto, que deverá registrar deflação mensal.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: 0,0%), com semicondutores sustentando o Nasdaq. Na Europa, o Stoxx 600 recua cerca de 0,3%. Na Ásia, os mercados fecharam em queda: o Kospi (Coreia) recuou 0,6%, o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,7%, enquanto na China, o CSI 300 recuou 0,4% e o Hang Seng perdeu 0,4%.
O mercado acompanha a escalada do petróleo, com o Brent avançando para cerca de US$ 98/barril, depois de o Irã ameaçar estabelecer uma zona de exclusão marítima no Golfo Pérsico e atingir a infraestrutura de energia da região, o que reacende as preocupações, juntamente ao rendimento do Treasury de dez anos perto de 4,8%. Os investidores também direcionam o foco para o PPI e CPI de agosto, na quinta e sexta-feira respectivamente, sendo as principais referências para a decisão do Fed na próxima reunião, além dos resultados de Oracle e Adobe na quinta-feira.
IBOVESPA -0,02% | 185.147 Pontos. CÂMBIO +0,57% | 5,12/USD
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 5,4% em reais e de 7,3% em dólares, por conta da apreciação de 1,2% do real, aos 185.096 pontos.
Magazine Luiza foi o destaque positivo da semana (MGLU3, +25,3%) após anunciar uma parceria com o Mercado Livre para vender cerca de 27 mil produtos de seu estoque próprio no marketplace da rival, com entregas realizadas pela Magalog.
Por outro lado, Rumo (RAIL3, -2,4%) foi o destaque negativo, após notícia da desistência do Grupo México da compra da fatia de Cosan na companhia.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram em alta nos Estados Unidos e em queda no Brasil. Nos EUA, as taxas oscilaram com as tensões no Oriente Médio e as expectativas para o Fed, enquanto o payroll reforçou uma postura mais restritiva. A T-note de 2 anos encerrou a 4,37% (+2 bps vs. semana anterior), a de 10 anos a 4,78% (+5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,24% (+3 bps).
No Brasil, a curva fechou em todos os vencimentos, favorecida por sinais de desaceleração da atividade, inflação mais branda e menor prêmio de risco eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,58% (-4 bps), o DI jan/29 a 13,84% (-33 bps) e o DI jan/31 a 14,08% (-43 bps). A NTN-B recuou, com a B29 a 7,78%, B35 a 7,74% e B50 a 7,45%.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão da última sexta-feira (4) em alta de 0,22%, aos 3.769,71 pontos, acumulando ganho de 0,77% na semana. O movimento foi liderado pelos fundos de tijolo (+1,27%) e de multiestratégia/FOFs (+1,20%), segmentos mais sensíveis aos movimentos da curva de juros, enquanto os fundos de recebíveis apresentaram alta relativamente mais tímida (+0,30%). Entre os segmentos de tijolo, os destaques ficaram com lajes corporativas (+2,23%) e shoppings (+2,11%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+8,8%), BRCR11 (+3,6%) e VILG11 (+2,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por GZIT11 (-2,1%), LIFE11 (-1,7%) e HGRE11 (-1,7%).
Economia
Nos Estados Unidos, a economia registrou criação líquida de 162 mil empregos em agosto, muito acima da mediana das estimativas de mercado (56 mil). Após os dados, os investidores ampliaram as apostas em elevação de juros pelo Fed (banco central) na reunião de política monetária deste mês.
No Oriente Médio, os Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos no fim de semana, e o Irã ameaçou estabelecer uma zona de exclusão marítima por todo o Golfo Pérsico. O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu para o menor nível desde maio. O preço do petróleo (tipo Brent) acumula três sessões consecutivas de alta e é negociado próximo de 99 dólares por barril, o maior patamar em seis semanas
Na agenda desta semana, destaque para a inflação ao consumidor de agosto nos Estados Unidos e para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, para a qual o mercado espera elevação de 0,25 p.p. No Brasil, atenções voltadas para o IPCA de agosto, que deverá registrar deflação mensal.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)