31 de julho de 2025
TARIFAÇO

Ministros, sob comando de Geraldo Alckmin, falam sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil; Alckmin disse que no momento adequado poderá aplicar a Lei da Reciprocidade

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Por Politica Real com agências
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Geraldo Alckmin falou antes dos ministros Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 16/07/2026) Na tarde desta quinta-feira, 16, na sede do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (MDIC), sob o comando do VP Geraldo Alckmin, falaram sobre o “tarifaço” de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

"A medida é injusta e descabida (...) Se pegarmos os próprios dados dos EUA, nos últimos 15 anos, tiveram bilhões de dólares de superávit na balança comercial (...) Dos países do G20, apenas três têm superávit com os EUA: Brasil, Reino Unido e Austrália", afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, em coletiva de imprensa.

De acordo com o Planalto, os argumentos dos norte-americanos "partem de uma base totalmente falsa. Seja a questão do PIX, que não impediu o crescimento dos cartões de crédito em 150% no Brasil (...) todas as áreas que formos verificar, não tem procedência".

Alckmin também destacou a resiliência da economia brasileira. "Estamos batendo recorde de exportação. O Brasil exportou US$ 347,8 bilhões. Foi recorde de exportação".

A posição também foi defendida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. "Preciso dizer à opinião pública brasileira que nossa estabilidade macroeconômica está mantida e estará mantida a despeito da interferência externa dos EUA. Com isso, não quero menosprezar o impacto negativo (...) mas vamos seguir entregando recordes de emprego, mínima de inflação, recorde de balança comercial, de investimento em infraestrutura", disse.

Livre mercado e reciprocidade

O vice-presidente destacou que estes resultados possuem relação com a abertura de novos mercados, como o acordo do Mercosul com a União Europeia. "O Brasil defende o livre mercado, defende o multilateralismo", detalhou Alckmin.

Sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade, um mecanismo de retaliação contra medidas consideradas injustas e agressivas contra a economia brasileira, Alckmin disse que "o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la".

Setores afetados

O governo também destacou que haverá auxílio para setores afetados pelo tarifaço. "Contra os que sabotam o Brasil lá fora, o governo do presidente Lula trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro (...) o governo terá um programa de apoio aos que aqui dentro estão labutando e que tenham problemas", disse.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Elias Rosa, reforçou que o foco principal do governo será ajudar empresas que sofrerem, como as produtoras de madeiras. "Com essas tarifas, vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os EUA atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões, levando em conta o ano de 2024", detalhou.

Questão de soberania

"Com essa nova decisão do presidente Trump, temos, sem tarifas na nossa pauta exportadora, 57% do que a gente exporta para os EUA (...) Queria destacar que participamos intensamente das negociações (...) em todas as reuniões discutimos claramente os pontos negociáveis e os inegociáveis e nos afastamos de qualquer pretensão que pudesse expor a violação do interesse nacional e da soberania nacional, como é o caso do PIX", completou o ministro.

Elias ainda deixou um recado para brasileiros que defendem a postura dos EUA. "Eles pretendiam, nada mais nada menos, do que a abertura de todo mercado de setor químico, a redução a zero das tarifas de bens industriais, o acesso do mercado do setor automotivo, e outros setores. Óbvio que nas discussões precisamos deixar claro que o governo jamais celebrará qualquer tipo de acordo que representasse violação dos interesses do país".

Também participaram da coletiva, o ministro do Meio Ambiente, a secretaria de Justiça do Ministério da Justiça e o presidente do Banco Central.

( da redação com informações da RT News. Edição: Política Real)