31 de julho de 2025
INDÚSTRIA

Produção industrial de maio cai -0,2%, registrando a primeira queda no ano, informa PIM Brasil do IBGE

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Por Política Real com assessoria
Publicado em

(Brasília-DF, 03/07/026) Na manhã desta sexta-feira, 03, como era esperado pelo Mercado foi divulgado pelo IBGE a sua pesquisa sobre a produção industrial de maio(PIM Brasil) que registou a variação de  –0,2% frente a abril, primeiro resultado negativo do ano. Em relação a maio de 2025, a indústria variou 0,2%, após avançar 2,7% em abril. O acumulado no ano avançou 1,4%, enquanto nos últimos 12 meses, variou 0,4%.

Na passagem de abril para maio, três das grandes categorias econômicas e 8 dos 25 ramos industriais tiveram queda na produção. Entre as atividades, nessa mesma comparação, as influências negativas mais intensas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%). Outras contribuições negativas relevantes foram produtos alimentícios (-1,3%), produtos têxteis (-4,0%), impressão e reprodução de gravações (-8,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,0%). Já entre as 16 atividades com avanço na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%) exerceram as principais influências. Vale destacar também os impactos positivos dos setores de metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com abril, bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) tiveram o maior recuo e intensificaram o resultado negativo de abril (-0,3%). Bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%) também registraram taxas negativas. Enquanto bens de consumo duráveis (3,6%) foram o único resultado positivo, eliminando o recuo de 3,1% de abril, quando interrompeu três meses consecutivos de expansão.

Média móvel trimestral varia 0,3% no trimestre encerrado em maio

Ainda na comparação com abril, a média móvel trimestral variou 0,3% no trimestre encerrado em maio. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (0,8%) e bens intermediários (0,6%) assinalaram os avanços mais elevados. Bens de capital (0,1%) também mostrou taxa positiva neste mês, após crescer 1,0% em abril e 2,0% em março de 2026. Já bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%) apontou o único recuo e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em julho de 2025.

Acumulado no ano cresce 1,4%

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria avançou 1,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 8 dos 25 ramos, 28 dos 80 grupos e 42,1% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas foram indústrias extrativas (7,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,1%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural, na primeira; e álcool etílico, óleo diesel, querosenes de aviação, naftas e óleos combustíveis, na segunda. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,5%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,2%) e de produtos alimentícios (1,3%).

Já entre as 17 atividades em queda, a de máquinas e equipamentos (-8,8%) exerceu o maior impacto negativo, pressionada, em grande medida, pela menor produção dos itens aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, bombas centrífugas, máquinas para colheita, válvulas de expansão de segurança redutoras de pressão, ventiladores e coifas (exaustores) para uso industrial, tratores agrícolas, silos metálicos para cereais, centros de usinagem para trabalhar metais, compressores usados em aparelhos de refrigeração e máquinas para limpeza e seleção de grãos. Outras influências negativas importantes foram assinaladas pelos ramos de produtos químicos (-2,2%), produtos de metal (-4,1%), celulose, papel e produtos de papel (-3,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-5,8%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,5%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os cinco primeiros meses de 2026 mostrou maior dinamismo para bens intermediários (2,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,5%), impulsionados, principalmente, pela expansão na produção de óleos brutos de petróleo, óleo diesel, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, gás natural e querosenes de aviação, no primeiro; e de álcool etílico, medicamentos e carnes e miudezas de aves congeladas, no segundo. Bens de consumo duráveis (0,6%) também apontou resultado positivo. Já bens de capital (-6,2%) assinalou a única taxa negativa, pressionado, em grande medida, pela menor fabricação de bens de capital de uso misto (-15,7%), agrícolas (-16,9%) e para fins industriais (-4,5%).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)