31 de julho de 2025
VENEZUELA

Avança para 2.595 número de mortos em terremotos na Venezuela

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Por Politica Real com agências
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Prédio destruido em La Guaira após os "sismos" Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 03/07/2026) Pelo menos 2.595 pessoas morreram em decorrência dos dois terremotos ocorridos em 24 de junho na Venezuela, anunciou nesta quinta-feira (02/07) a presidente interina Delcy Rodríguez.

A contagem anterior, divulgada nessa quarta-feira, era de 2.295.

O número de feridos é de 12.400.

Delcy revelou os números em entrevista coletiva oito dias após a tragédia que afetou Caracas e outros seis estados do norte do país.

A presidente interina, que estava acompanhada por seu irmão e presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, defendeu o trabalho de seu governo e afirmou que há um total de 6.462 pessoas resgatadas.

"Imediatamente se ativou o Estado venezuelano em seu conjunto. A primeira coisa que fizemos a poucas horas da ocorrência foi emitir um decreto para enfrentar essa situação de emergência, e foi mobilizado imediatamente o sistema de defesa civil, o sistema de defesa pública", disse.

Resposta às críticas à gestão de crise do governo

Delcy respondeu às críticas de que seu governo agiu com demora e disse que não se esperou "um dia, dois dias, três dias" para agir.

A presença de socorristas internacionais chegava na quinta-feira a 3 mil, segundo números da ONU, e o número de pessoas salvas durante a semana que estão na Venezuela chegou a 13.

O último deles foi o do venezuelano Hernán Gil, de 43 anos, que foi resgatado após oito dias sob os escombros de um edifício depois de uma operação de mais de 72 horas da qual participaram mais de 100 socorristas internacionais.

Durante seu pronunciamento, a presidente interina agradeceu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos também chefes de governo dos Estados Unidos, Donald Trump; da Espanha, Pedro Sánchez; da Itália, Giorgia Meloni; e de El Salvador, Nayib Bukele.

Rodríguez assegurou que todas as vítimas fatais serão devidamente identificadas. "Eu disse desde o início: ninguém vai para uma vala comum", declarou Rodríguez em uma coletiva de imprensa. "Primeiro, faremos a identificação por impressão digital", afirmou, ou por fotografia e, "nos casos em que isso não for possível, recorreremos à odontologia forense".

O governo venezuelano não divulgou números sobre pessoas desaparecidas, embora as Nações Unidas tenham estimado que esse total possa chegar a 50 mil pessoas.

(da redação com informações da EFE, AFP.  Edição: Política Real )