31 de julho de 2025
SETOR EXTERNO

Números externos em maio foram quase todos melhores que os vistos em maio de 2025, informa Banco Central

O superávit da balança comercial atingiu US$7,0 bilhões em maio de 2026, ante US$6,4 bilhões em maio de 2025.

Por Política Real com assessoria
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BC com suas estatístiicas externas e maio de 2026 Foto: Imagem do site do BC

(Brasília-DF, 26/06/2026) Na manhã desta sexta-feira, 26, o Banco Central divulgou as suas Estatísticas do Setor Externo com os dados atualizados até maio de 2026.

As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$3,2 bilhões em maio de 2026, ante déficit de US$3,3 bilhões em maio de 2025. Na comparação interanual, o superávit da balança comercial registrou aumento de US$0,5 bilhão, mesmo valor do aumento do déficit em serviços.

O déficit em renda primária e o superávit em  renda secundária mantiveram-se em patamares semelhantes àqueles observados em maio de 2025. O déficit em transações correntes acumulado em doze meses até maio de 2026 somou US$64,1 bilhões (2,60% do PIB), ante US$64,3 bilhões (2,65% do PIB) no mês anterior e US$75,3 bilhões (3,52% do PIB) em maio de 2025.

O superávit da balança comercial atingiu US$7,0 bilhões em maio de 2026, ante US$6,4 bilhões em maio de 2025. As exportações de bens totalizaram US$32,0 bilhões, incremento de 6,4% na comparação interanual, enquanto as importações de bens somaram US$25,1 bilhões, elevação de 5,9%.

O déficit na conta de serviços totalizou US$5,2 bilhões em maio de 2026, ante US$4,6 bilhões em maio de 2025. Houve aumentos das despesas líquidas de telecomunicação, computação e informações (42,5%), totalizando US$1,1 bilhão; e de serviços de propriedade intelectual (26,3%), somando US$1,1 bilhão. As receitas líquidas de outros serviços de negócio aumentaram 22,5%, somando US$0,6 bilhão. As despesas líquidas de viagens internacionais totalizaram US$1,3 bilhão, 13,8% superiores às de maio de 2025, com aumento de 18,9% nas receitas, de US$0,7 bilhão para US$0,8 bilhão, e de 15,7% nas despesas, de US$1,8 bilhão para US$2,1 bilhões.

O déficit em renda primária somou US$5,5 bilhões em  maio de 2026, mesmo patamar de maio de 2025.  As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$4,2 bilhões, 6,8 % superiores às de maio de 2025 (US$3,9 bilhões). As despesas líquidas com juros somaram US$1,4 bilhão, 18,1% inferiores às observadas em maio de 2025 (US$1,7 bilhão).

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$8,0 bilhões em maio de 2026, ante US$3,9 bilhões em maio de 2025. Houve ingressos líquidos de US$7,4 bilhões em participação no capital, dos quais US$3,0 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos e US$4,4 bilhões em lucros reinvestidos no país; e de US$0,6 bilhão em operações intercompanhia. O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$83,3 bilhões (3,38% do PIB) em maio de 2026, ante US$79,2 bilhões (3,27% do PIB) em abril de 2026 e US$71,6 bilhões (3,35% do PIB) em maio de 2025.

Os investimentos em carteira no país somaram saídas líquidas de US$5,2 bilhões em maio de 2026. Os investimentos em ações e fundos de investimento no mercado doméstico registraram saídas líquidas de US$2,4 bilhões, enquanto os investimentos em títulos no mercado doméstico registraram saídas líquidas de US$2,9 bilhões. Nos doze meses encerrados em maio de 2026 os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$20,8 bilhões.

Reservas internacionais​​

As reservas internacionais somaram US$371,1 bilhões em maio de 2026, aumento de US$4,2 bilhões em relação a abril de 2026. Contribuíram para o aumento o retorno líquido em operações de linha com recompra, US$3,7 bilhões, e as receitas de juros, US$0,8 bilhão. As variações por paridades, com valor negativo de US$0,5 bilhão, contribuíram para reduzir o estoque.​

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)