31 de julho de 2025
PODER

Michelle Bolsonaro disse que os irmãos Bolsonaro a tratam mal e que Flávio Bolsonaro a desrespeitou; Flávio Bolsonaro disse que em dia de jogo do Brasil nada o aborrece

Veja a íntegra da declaração

Por Política Real com redes sociais
Publicado em

(Brasília-DF, 24/06/2026) A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro fez uma gravação de 11 minutos nas redes sociais dizendo que os filhos do ex-presidente atuam contra ela e as mulheres.

Ela disse que procurou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em momento de crise na relação dos irmãos Bolsonaro com ela. Ela disse que Flávio Bolsonaro a detratou;

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone”, disse.

Veja a íntegra do texto:

 

“Nas redes sociais o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), em torno de uma hora após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicar um vídeo com críticas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse  que "nada nem ninguém" o aborrece em dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo.

 

"Hoje dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece. Vamos tratar aqui de coisa boa, tratar aqui de futebol", disse Flávio Bolsonaro, que não faz referências a ex-primeira dama na gravação.

 

Veja a integra da declaração de Michelle Bolsonaro

 

Uma apunhalada. E é nesse momento que entra na história o meu enteado Flávio. Ver o que estavam fazendo no Ceará contra um candidato leal e contra uma mulher fiel, ambos da direita, foi ruim.

 

Mas o que aconteceu quando voltei para Brasília foi muito pior. Antes de seguir, eu preciso que você entenda bem o motivo pelo qual eu não poderia ficar calada diante de uma aliança com Ciro Gomes no primeiro turno, enquanto temos um candidato verdadeiramente de direita que, com o apoio que o André tem, seria um candidato competitivo. Não é questão de política, é questão de coerência.

 

Ciro Gomes foi o principal responsável pelo processo que levou à inelegibilidade do meu marido. Durante a pandemia, numa live com outros esquerdistas, ele incentivou e conclamou as pessoas a chamarem o meu marido de genocida e pediu que repetissem isso o tempo todo. Ele chamou o meu marido de ladrão de galinhas, de corrupto, de burro, de jumento, disse que Bolsonaro roubava gasolina, disse que as esposas de Bolsonaro seriam todas ladras, disse que os filhos do meu marido, dos meus enteados, eram corruptos, que eram ladrões, e deu a eles um apelido, ovos de serpentes nazistóides.

 

Essas foram as palavras de Ciro Gomes sobre os filhos do meu marido. Sempre foi um corrupto. Eu conheço o Bolsonaro.

 

O Bolsonaro roubava dinheiro da gasolina do gabinete dele. O que o Bolsonaro está com medo? Está com medo porque esses filhos dele são tudo bandido. O que está acontecendo é que os filhos do Bolsonaro são tudo bandido e o fogo está chegando perto.

 

E agora, como se nada tivesse acontecido, os filhos defendem uma aliança com o candidato que deixou o pai deles, o meu marido, inelegível e humilhado. Tem mais. Durante a pandemia, ele insinuou que pastores e padres que prestassem assistência religiosa às pessoas deveriam ser presos.

 

E quando vieram as arbitrariedades, as prisões, as condenações injustas do 8 de janeiro, incluindo a do meu marido, o Ciro Gomes se alegrou. É para se unir a esse homem que o PL do Ceará está abandonando um candidato legítimo da direita? É para se unir a esse homem que estão perseguindo e tentando retirar da disputa uma mulher nordestina, mãe de quatro filhos, que dedicou tudo ao movimento em defesa da vida? Já que a aliança com o Ciro é tão boa, por que o André não disponibiliza a vaga do seu próprio pai? Estranho, né? Por que só a mulher tem que ceder? Não dá para aceitar. E foi exatamente isso que me assustou quando cheguei à Brasília.

 

Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tão agressivo, defendendo o André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nas estóides. E não foi só ele.

 

Os irmãos vieram juntos, de forma coordenada, com textos bem parecidos uns com os outros. Pareceu combinado, premeditado. Peguei o telefone, procurei mensagens do Flávio, procurei uma ligação perdida, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil.

 

Não tinha nada. Eu fiquei triste, porque eu não imaginava que eles teriam essa reação. Eu redigi uma nota, disse que lamentava se eles se sentiam afrontados, que respeitava a opinião deles, pedi perdão.

 

Mas disse também, e vou repetir aqui, que eu tenho o direito de achar errado uma aliança com quem sempre se declarou inimigo do pai deles. Tenho o direito de ser coerente com os valores que eu acredito. Eu não vou trocar valores por pragmatismo político oportunista.

 

Também não estou impedindo ninguém de fazê-lo, mas acho errado fazê-lo no primeiro turno. Ciro não terá meu apoio nunca e, na minha opinião, não deveria ter de ninguém da direita que apoie a Bolsonaro. Mas essa é apenas a minha opinião e eu tenho o direito de tê-la.

 

Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação.

 

Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele.

 

Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem.

 

Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço.

 

Eu sou presidente nacional do PL Mulher. Fui convidada pelo meu marido e pelo presidente Valdemar. Eu percorri o Brasil inteiro, instalei diretórios em todas as 27 unidades da federação, ajudei a eleger 1.005 mulheres em 2024, um aumento de 45,8% em relação a 2020.

 

Mas para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi. E desde esse dia, ele não me procurou mais.

 

Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou e é só isso. Agora, vou desmentir as narrativas e notícias que circulam na imprensa. Eu sei quem as planta.

 

Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam.

 

Primeiro, eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo.

 

Eu não carrego rancor no coração. Eu entrego tudo nas mãos de Deus, todo o mal que me fazem. É ao meu Deus que essas pessoas prestarão contas.

 

Mas preciso que você entenda uma coisa. E isso é importante. Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento.

 

São coisas completamente diferentes. Posso perdoar alguém de coração e ainda assim reconhecer que aquela relação não é saudável. Perdão é libertação, não é obrigação.

 

Segundo, não estou exigindo que se desfaça nenhuma aliança no Ceará, mas que adiem para o segundo turno. Eu sou contra ela, mas essa é apenas a minha convicção. Se a direita quer se unir para derrotar o PT, tudo bem.

 

Mas a coerência obriga que isso aconteça apenas no segundo turno. É preciso dar chance ao candidato que verdadeiramente se enquadra e defende os nossos valores. Já disse que considera um erro, uma traição aos valores das pessoas de bem.

 

Mas os caciques do partido no Estado estão ignorando o perigo. Cada um responderá pelos seus atos. Ciro Gomes já provou inúmeras vezes não ser confiável.

 

E ele não esconde isso. Semana passada declarou na revista Veja que Bolsonaro e Lula são iguais. É só uma questão de tempo para ele se voltar contra a direita.

 

Todos foram avisados, em especial dentro do partido, e serão lembrados disso. Terceiro, o Flávio vai à minha casa toda semana, mais de uma vez. Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado.

 

Se considerasse necessário o meu apoio, já teria conversado. Estou na minha, continuarei recolhida. Quarto, as tais fontes espalharam para a imprensa que eu teria ficado com raiva porque queria ter sido candidata.

 

Primeiro que esses fofoqueiros vazadores não têm convívio comigo, não me conhecem direito e não sabem o que eu penso. Segundo, minha prioridade agora não são candidaturas. Minha prioridade agora é cuidar da minha família, do meu marido que está precisando de mim.

 

Meu futuro político está nas mãos de Deus. Ele providenciará tudo. E quando for o momento de decidir o que quer que seja, sou eu mesma quem falarei.

 

Não preciso de porta-voz. Entendam, tudo isso que falei nesse vídeo aconteceu antes da indicação feita pelo meu marido. Os fatos são anteriores e não têm nada a ver com escolhas e cargos.

 

Tem a ver com respeito e consideração. Mesmo depois de todas essas coisas, eu abençoei a escolha do Jair e a pré-candidatura do Flávio. Nas mesmas redes sociais nas quais ele e os irmãos me atacaram, e onde também foi publicada a entrevista dele me chamando de desrespeitosa e autoritária.

 

Como eu disse, eu aprendi a conviver com isso. Perdoe-os que me fazem o mal e permanecerei no meu lugar. Mas tem uma última coisa que preciso dizer, o que dói de um jeito diferente de tudo o que falei até aqui.

 

O grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior, continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio. Eles fazem postagens e vídeos retirando do meu nome o sobrenome Bolsonaro, na tentativa de me atingir.

 

Não me atingem, eu sei quem eu e o meu marido somos. Mas será que eles pensam no que estão provocando na vida da minha filha? Ela é uma adolescente que acompanha tudo, que lê tudo e que sente tudo. Será que na irresponsabilidade deles, eles imaginam o que estão fazendo com ela? Claro que não.

 

Eles não se importam. Para eles tudo é política, e uma política que não existe em função do ser humano. Esse tipo de política não serve para nada além de egoísmo.

 

É importante entender que eu não mando recados. Quando eu tenho algo a dizer, digo olhando no olho como estou fazendo agora. Eu não gosto de mentiras, nunca gostei.

 

O meu Deus é o caminho à verdade e à vida, e quem vive por ele não se agrada com as mentiras. Falei quase tudo o que precisava ser dito. A verdade está aqui, para quem quiser ver.

 

Aqui do meu lugar, eu sigo cuidando do meu marido, cuidando da minha filha e servindo ao meu país da forma como posso. Essa é a minha missão, e dessa, só Deus me tira. Por último, eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer publicamente, de maneira muito especial, as minhas presidentes estaduais e municipais por todo o empenho e dedicação à nossa missão, e pelo apoio que vocês têm dado à pré-candidatura do Flávio.

 

Vocês são o verdadeiro alicerce da nossa nação. São a força delicada que transforma o mundo. Vocês definem hoje o futuro do nosso país.

 

Continuem firmes nesse propósito. As dificuldades nos fortalecem e a esperança tudo vence. Eu amo a vida de cada uma de vocês, mulheres alicerçadas.

 

Que Deus os abençoe. Que ele abençoe as famílias brasileiras e que Deus abençoe o nosso amado Brasil.”

 

( da redação com informações de IA e redes sociais.   Edição: Política Real)