Keir Starmer, primeiro ministro do Reino Unido dever renunciar, informa imprensa britânica
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Com agências.
(Brasília-DF, 21/06/2026) O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, deverá apresentar esta semana um calendário para deixar o cargo, segundo a imprensa do Reino Unido, após acumular desgaste na liderança do país e enfrentar uma rebelião em seu próprio partido.
Segundo a rede de televisão britânica Sky News, cerca de 100 parlamentares do Partido Trabalhista, atualmente liderado por Starmer, exigiram publicamente a renúncia do primeiro-ministro do Reino Unido.
O jornal britânico The Observer, por sua vez, apontou mesmo que Starmer "prepara-se para apresentar esta semana um calendário para a sua saída de Downing Street". O artigo aponta a possibilidade do anúncio ocorrer já na segunda-feira ,22.
A decisão, segundo o jornal, foi tomada depois de Starmer ter concluído que "a sua posição já não é sustentável, após conversas mantidas nos últimos dias com ministros do governo, conselheiros de Downing Street, líderes sindicais e doadores do Partido Trabalhista".
"Embora o primeiro-ministro esteja psssando o fim de semana em Chequers, residência oficial de campo dos chefes de governo britânicos, discutindo o seu futuro com a mulher, Victoria, antes de tomar uma decisão final, figuras seniores do Partido Trabalhista acreditam que uma 'declaração clara' poderá surgir já na segunda-feira",apontou o jornal.
Rival interno de Starmer pode ser novo premiê
A possibilidade vem sendo turbinada após a posição de Starmer ter se enfraquecido ainda mais na sequência das recentes declarações do trival interno Andy Burnham, que anunciou a sua intenção de "desafiar o líder pela liderança" do Partido Trabalhista.
Burnham, prefeito da Grande Manchester e com uma trajetória de destaque no Partido Trabalhista, derrotou nesta semana de maneira contundente o candidato do movimento de extrema direita Reform UK no distrito de Makerfield, noroeste da Inglaterra. O triunfo lhe garantiu um lugar no parlamento e a força política para enfrentar o primeiro-ministro na disputa pela liderança do partido.
O popular político de 56 anos, que já foi ministro da Saúde, afirmou que planeja enfrentar Starmer pelo comando do partido e precisava vencer a votação de alto risco para ter condições de iniciar a disputa.
Segundo as informações divulgadas pela imprensa britânica, Burnham contaria com o apoio dos 81 deputados trabalhistas necessários para forçar a realização de primárias. Se conquistar o posto de liderança do partido, Burnham pode ser alçado ao cargo de premiê sem a necessidade de uma eleição geral, já que os trabalhistas contam com maioria no Parlamento.
Se Starmer deixar o cargo de chefe de Governo em 2025, o Reino Unido terá seu sétimo primeiro-ministro em 10 anos.
Trata-se do segundo desafio interno que Starmer enfrenta em poucos dias, depois de ter rejeitado na passada quarta-feira uma suposta tentativa semelhante liderada pelo ex-ministro da Saúde, Wes Streeting.
Perante este novo cenário, o primeiro-ministro temn dito que não acha uma "boa ideia mergulhar o país no caos". "Mas já o disse antes: se houver eleições primárias, vou concorrer. Não vou fugir às minhas responsabilidades como primeiro-ministro", advertiu.
No cargo desde 2024, Starmer enfrentou diversas guinadas de 180 graus em suas políticas e um escândalo relacionado à nomeação de Peter Mandelson, ex-sócio do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, como embaixador em Washington.
Apenas 18% dos britânicos avaliam Starmer positivamente, segundo pesquisa YouGov. E 74% reprovam o premiê.
( da redação com informações da AP, AFP, DW. Edição: Política Real)