Alexandre de Moraes pede que defesa de Jair Bolsonaro explica arma apreendida no nome dele às vésperas de prorrogação ou não da prisão domiciliar
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(Brasília-DF, 16/06/2026) Na noite dessa segunda-feira, 15, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma pistola 9 mm que estava na posse de uma pessoa, mas é de propriedade e registro do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Hoje, 16, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, do STF, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.
Segundo a decisão de Moraes, a arma foi apreendida às 23h30 desse dia 15 quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.
Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.
Moraes pede que a defesa de Bolsonaro esclareça a razão pela qual o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido à título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento.
Moraes pede ainda que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF e responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário, esclareça se a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Bolsonaro – inclusive em veículos oficiais que fazem a segurança do ex-presidente - está sendo cumprida integralmente.
Bolsonaro, antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Politica Real)