DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil haverá Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril
Veja mais números
Publicado em
(Brasília-DF, 16/06/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil haverá divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril.
Veja mais:
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,2%) após forte alta na sessão anterior, impulsionada pelo anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Na véspera, o S&P 500 avançou mais de 1%, enquanto o Nasdaq ganhou 3,1%.
Na Europa, as bolsas sobem (Stoxx 600: +0,5%), apoiadas principalmente pelos setores industrial e financeiro. Na Ásia, o desempenho foi misto, com o Nikkei (Japão) encerrando praticamente estável, após atingis máxima intradiária história, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) avançou 2,1%. Em contrapartida, na China as ações recuaram (CSI 300: -0,2%; HSI: -1,4%). Os investidores também acompanham dados de atividade imobiliária e de comércio exterior nos Estados Unidos, além dos desdobramentos do acordo entre Washington e Teerã.
IBOVESPA -0,42% | 170.415 Pontos. CÂMBIO -0,78% | 5,04/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,4%, aos 170.415 pontos. Apesar do forte avanço dos mercados globais após o anúncio de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Hormuz, a Bolsa brasileira ficou na contramão devido ao forte peso do setor de petróleo no índice. A queda do Brent pressionou as ações do segmento e mais do que compensou o movimento positivo observado nos demais setores.
Embraer (EMBR3, +7,2%) liderou os ganhos do índice após notícias favoráveis para sua divisão de defesa, incluindo avanços na potencial venda de aeronaves C-390 para a Grécia e perspectivas de expansão na Índia. As empresas ligadas ao petróleo concentraram as maiores perdas do dia. Prio (PRIO3, -6,8%), PetroReconcavo (RECV3, -6,4%), Petrobras (PETR4, -5,0%) e Brava Energia (BRAV3, -3,9%) foram pressionadas pela forte queda dos preços do petróleo.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em queda ao longo de toda a curva ontem, refletindo o maior apetite a risco global após o acordo no Oriente Médio e a consequente forte queda do petróleo, em um contexto de expectativa pelo Copom e pelo Fed. Nos EUA, as Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,06% (-2bps), a de 10 anos a 4,47% (-1bps) e o T-bond de 30 anos a 4,97% (+0bps).
No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo, com o DI jan/27 a 14,24% (-12bps), o DI jan/29 a 14,33% (-13bps) e o DI jan/31 a 14,24% (-9bps). A curva de NTN-B teve queda nos vencimentos mais curtos, com a B29 em 8,32% (vs. 8,58%), a B35 em 7,94% (vs. 7,94%) e a B50 em 7,42% (vs. 7,42%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em alta de 0,50%, aos 3.833,15 pontos, avançando 19,12 pontos frente ao fechamento anterior e mantendo a sequência positiva do índice. Os Fundos de Tijolo lideraram os ganhos do dia, com avanço de 0,61%, sustentados por Shoppings (+0,70%) e Ativos Logísticos (+0,31%), enquanto Lajes Corporativas contribuíram positivamente com alta de 0,69%. Os Fundos de Recebíveis também encerraram no campo positivo, com valorização de 0,41%, reforçando seu desempenho consistente. Os Fundos Híbridos avançaram 0,44%, os Fundos de Fundos registraram alta de 0,38% e Multiestratégia subiu 0,62%. Entre os resultados positivos do pregão, sobressaíram MEII11 (+13,7%), DEVA11 (+5,8%) e CACR11 (+4,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TGAR11 (-2,3%), HSLG11 (-1,6%) e BROF11 (-1,5%).
Economia
No Brasil, destaque para as mudanças na curva de juros futuros. O mercado agora precifica cerca de 80% de probabilidade de um corte de 0,25 p.p. na reunião do Copom desta semana. A precificação de alta de juros ainda em 2026 recuou para cerca de 0,30 p.p. Conforme publicamos no relatório Esquenta do Copom, a taxa Selic deve ser reduzida de 14,50% para 14,25%. O Comitê não deve indicar que o ciclo de flexibilização monetária terminou, mantendo espaço para cortes adicionais caso o cenário evolua de modo favorável. No entanto, o Copom deve retirar menções a “próximos passos da calibração dos juros”, sugerindo que uma pausa pode ocorrer em breve. Afinal, as expectativas de inflação permanecem em alta, como apresentado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções de mercado para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% na semana passada para 5,30% no relatório publicado ontem. A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou de 4,03% para 4,10%.
Hoje, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas reais do varejo ampliado devem apresentar o quarto aumento consecutivo. Por sua vez, o índice de varejo restrito – exclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo – deve mostrar contração mensal.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)