31 de julho de 2025
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INFLAÇÃO: IGP-10 cai e fica em 0,30%, informa FGV-IBRE; em maio índice ficou em 0,80%

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Por Politica Real com assessoria
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Veja o IPA, indice que compões o IGP-10 de junho Foto: Imagem do site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 16/06/2026)   Na manhã desta terça-feira, 16, o FGV-IBRE divulgou a sua pesquisa IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) que caiu 0,30% em junho.

No mês de maio, a taxa havia sido de 0,89%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,16% no ano e de 2,15% em 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-10 havia caído 0,97% e acumulava alta de 5,62% em 12 meses.

“O resultado do IGP-10 em junho foi fortemente influenciado pela queda dos preços ao produtor, especialmente de commodities relevantes como café, cana-de-açúcar e combustíveis, refletindo um cenário de acomodação nos preços internacionais e normalização de oferta. Por outro lado, houve pressões pontuais de alta em itens agrícolas como batata-inglesa e feijão, associadas a fatores sazonais de oferta. No varejo, a desaceleração de combustíveis contribuiu para conter o índice, apesar de aumentos em alimentos in natura e tarifas de energia. Já na construção, a elevação da mão de obra e de insumos específicos manteve o INCC em trajetória de alta, limitando uma queda mais intensa do índice geral.“, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

IPA cai 0,71% em junho

Em junho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,71%, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à alta de 0,95% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,49% em junho, porém inferior à taxa de 0,81% observada no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, recuou de 0,79% em maio para -0,14% em junho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,57% em junho, registrando um recuo significativo, quando comparado à taxa de 2,41% observada no mês anterior. Seguindo o mesmo comportamento, o índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, desacelerou de 1,98% em maio para 0,24% em junho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou queda de 2,39% em junho, após subir 0,06% no mês anterior.

IPC sobe 0,56% em junho

Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,56%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,68%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três classes apresentaram recuo: Transportes (0,29% para ‑0,49%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,00% para 0,44%) e Educação, Leitura e Recreação (0,38% para 0,23%). Em contrapartida, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Despesas Diversas (0,47% para 1,29%), Habitação (0,71% para 0,93%), Vestuário (‑0,07% para 0,74%), Comunicação (0,00% para 0,12%) e Alimentação (1,22% para 1,23%).

INCC sobe 0,92% em junho

Em junho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,92%, valor superior à taxa de 0,86% observada em maio. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de maio para junho: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 1,29% para 1,08%; o grupo Serviços reduziu de 0,59% para 0,45%; e o grupo Mão de Obra teve alta de 0,36% para 0,80%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)